BLOGS: Tiago Quintana (Heterônimo+)

novo endereço

Quinta-feira , 03 de Dezembro de 2009

http://mixbrasil.uol.com.br/blogs/tiago


O site do Mixbrasil foi totalmente reformulado e com isso o "Blog do Tiago+" também mudou de endereço.

 

Acho que o site agora tem cara de Mix pós Junior, maturidade do André, do Marcelo e de muitos talentos que fizeram história permitindo esse salto. Ganhamos todos. Eu que acompanho esse trabalho desde a "épica" da BBS fico orgulhoso por contribuir com isso que aqui apresento.


No início dessa semana, já no site novo, esse blog registrou picos de acesso.  Fico feliz pelos amigos que aqui ganhei. Isso aqui pertence a Você, Querido Leitor... Eu gosto daqui mas rendo-me ao novo. É assim que penso que pode ser. Vou sentir saudades desse formato, pela interação, mas ainda volto vez ou outra para liberar e responder comentários, e o que aqui registrei fica disponível para quem quiser copiar, divulgar e viajar comigo.


Blog do Tiago no Mixbrasil,

no ar desde 06 de junho de 2006.

Venham comigo para a casa nova.

 


Escrito por Tiago Quintana às 23h01

afeto

Segunda-feira , 30 de Novembro de 2009

 

Definiremos melhor o afeto se dissermos que é a parte do amor feito consciência. É óbvio, pois, que sua estabilidade não periga como a daquele, sujeito sempre a variações e mudanças. 

 

(da Sabedoria Logosófica)


Escrito por Tiago Quintana às 23h24

alteridade

 

“Ou aprendemos a viver como irmãos,

ou vamos morrer juntos como idiotas”

 

Martin Luther King

 

 

 

Alteridade.

 

Palavra nova no velho dicionário mental, resumo de um dia puxado de estudos. Palavra que no dicionário não expressa nada. Estou fazendo lição-de-casa, nem devia estar blogando mas eu amo e mereço.

Então vai post rápido, tipo Twitter (que eu me recuso) pra Mona, Dick, meus seguidores & friends... Viram que o blog vai mudar de cara? Tô tendo umas ideias...

 

Mas o que conto rapidamente, sem me empolgar, é que gosto de estudar e de apre(e)nder coisas novas. E estou conhecendo uma turma muito interessante, maioria mulher, 30% homens beeeem bacanas, inspirados conceitos e exercícios. Show. O melhor ainda por vir.

Depois conto.

 

Movimentar-me nos quadrantes do saber.

Sábado, domingo, hoje e a semana toda.

Fui.

 

* * * *

 

A palavra alteridade possui o significado de se colocar no lugar do outro na relação interpessoal, com consideração, valorização, identificação e dialogar com o outro.

 

A pratica da alteridade se conecta aos relacionamentos tanto entre indivíduos como entre grupos culturais religiosos, científicos, étnicos, etc.

 

Na relação alteritária, está sempre presente os fenômenos holísticos da complementaridade e da interdependência, no modo de pensar, de sentir e de agir, onde o nicho ecológico, as experiências particulares são preservadas e consideradas, sem que haja a preocupação com a sobreposição, assimilação ou destruição destas.

 

A prática da alteridade conduz da diferença à soma nas relações interpessoais entre os seres humanos revestidos de cidadania.

 

Pela relação alteritária é possível exercer a cidadania e estabelecer uma relação pacífica e construtiva com os diferentes, na medida em que se identifique, entenda e aprenda a aprender com o contrário.

 

* * * * *

Datação
sXX

Acepções
substantivo feminino
1    natureza ou condição do que é outro, do que é distinto
2    Rubrica: filosofia.
     situação, estado ou qualidade que se constitui através de relações de contraste, distinção, diferença [Relegada ao plano de realidade não essencial pela metafísica antiga, a alteridade adquire centralidade e relevância ontológica na filosofia moderna (hegelianismo) e esp. na contemporânea (pós-estruturalismo).]
     Obs.: p.opos. a identidade


Etimologia
fr. altérité (1270) 'alteração, mudança', calcado no b.-lat. altarìtas,átis (meados do sIV); ver alter-

 

(ctrl + c mesmo, windows ainda... a foto é de pessoas bebendo água no Sudão, eles usam um objeto que lembra aqueles de chimarrão e tereré para sugar a água das poças. E a Tiffany parece que não volta mesmo. se magoou-se pena, se está brava um dia passa, se morreu que esteja em paz)


Escrito por Tiago Quintana às 22h22

meta

Quinta-feira , 26 de Novembro de 2009

 

 

Esse blog anda meio deixado em segundo plano, concordo... E eu não gosto quando isso acontece, entretanto é assim mesmo algumas vezes. Mas não é por falta de vontade de escrever, ou apenas por falta de inspiração. Nem é por falta de tempo. Na verdade é que não tem surgido inspiração no tempo disponível e vontade apenas não é nada. Vontade sinto sempre, mas não é toda hora que a escrita flui da forma como gosto. E tenho preferido a leitura, que serve como alimento para escrever, e que posso fazer com o ônibus em movimento. Quase não tenho parado em casa.

 

Essa semana tirei mais uma vez para questões de ordem burocrática, depois de duas décadas votando no mesmo local, uma escola na quadra onde moro, o TRE decidiu que sou jovem e posso andar um pouco mais e me mandou pra universidade do bairro (bem maior  e onde estuda meu paquera de olhos verdes, lembram dele?), ainda tirei uma terceira via do meu RG que estava podrão, renovei meu bilhete único especial (que me dá isenção de tarifa em ônibus, metrô e trem), acertei algumas coisas aqui em casa para poder estar livre na semana que vem.

 

Não esperem muitas novidades antes do dia 05 de dezembro. Estarei num treinamento intensivo de  8 dias, período integral e com lição-de-casa, o que significará dedicação mais que absoluta com foco no alto investimento feito e nos resultados que desejo obter no médio e longo prazo. Nada portanto de blog, msn, orkut ou facebook e email, coisas que fazem a gente gastar horas muitas vezes preciosas sem que se perceba. Até o celular vai ficar desligado o dia todo, mas no meu retornar estarei ainda melhor.

 

Por enquanto só desejo adiantar que vou buscar a minha fórmula para administrar meus muitos talentos e transformá-los em algo que seja chamado pelas pessoas de "trabalho".  Não que eu fique parado sem fazer nada, muito pelo contrário, mas para alguns é uma petulância não viver em função exclusivamente de fazer dinheiro e gastar, fazer mais dinheiro e gastar ainda mais sem ter descanso e nem futuro garantido, é uma afronta sair da roda do consumismo insano e se permitir academia as 11hs ou cinema as 14hs numa quarta ou quinta-feira.

 

Nem tão cigarra e nem tão formiga.

Minha intuição me sugere metas claras.

E costumo chegar onde quero.


Escrito por Tiago Quintana às 10h35

feliz

Sábado , 21 de Novembro de 2009

 

Felicidade é mais ou menos assim, você não quer perder o tempo descrevendo-a, você quer simplesmente vivê-la.

Tá feliz? Viva intensamente esse momento.

 

É como se a felicidade fosse um estágio imaginário da alma, um manifesto do espírito buscador encarnado, um mimo da mente, um prazer da carne, algo do que não desse pra expressar em sentimentos, quem dirá em palavras. Substantivos. E é tudo muito rápido, são flashes.

 

 

Faz cara de feliz e pronto.

Cara de Caras.

 

Que a alma entende o pedido.

 

E, importante:

- Não tenha pressa.


Escrito por Tiago Quintana às 01h23

tiffany

Quarta-feira , 18 de Novembro de 2009

Gratifica-se

"Quem passa o tempo todo falando

não terá tempo para pensar."

37 - 54 - 45 - 49 - 42 - 46



Escrito por Tiago Quintana às 21h42

astro

Segunda-feira , 16 de Novembro de 2009

sol


Escrito por Tiago Quintana às 22h23

fonte

Quinta-feira , 12 de Novembro de 2009

ViVeR eM LiBeRDaDe

é ReSPeiTaR a LiBeRDaDe

De QueM DiSCoRDa Da GeNTe


Escrito por Tiago Quintana às 11h22

terra

Terça-feira , 10 de Novembro de 2009

e aSSiM MiNHaS MãoS

SaBeRão De MeuS PéS


Escrito por Tiago Quintana às 21h12

sábio

Sábado , 07 de Novembro de 2009

 

Meu avô me disse uma vez que quando a vontade aperta mesmo às vezes é melhor o sujeito se contentar com uma masturbação a dois, ou mesmo sozinho, que sair por aí fazendo sexo com qualquer um que aparecer sem medir as consequências, principalmente quando não se conhece direito os hábitos do parceiro, agir assim como um animal no cio. Tem muita gente ruim e interesseira nesse mundo, muita gente que não respeita os outros... Ele tinha quase oitenta anos e me falou isso com uma lágrima contida, a poucos metros do caixão do meu primo de vinte e oito anos, um dos seus mais de trinta netos, que morreu em decorrência da AIDS após uma batalha de dez meses, quando não havia ainda o coquetel que hoje salva muitas vidas.

Já a minha mãe, filha mais linda dele, me disse um ano antes que ficávamos eu e o meu primo com essa onda de que cada um tem que se assumir, que tem que ser o que é de verdade e que agora ele estava doente e tinha ido viajar e uma moça linda queria namorar ele e ele não podia mais, pois estava com AIDS. Naquela época, AIDS era coisa de gay promíscuo, ao menos era isso que a mídia vendia para o público. E concluiu:

- Está vendo, isso não leva ninguém a lugar nenhum...

Uns vinte anos antes disso tudo eu era ainda uma criança e não entendia por que era que o cachorrinho se esfregava tanto na perna do meu avô e ele dava risada, passava a mão na barriga do bicho e dizia que estava ajudando o animalzinho a se aliviar, e muito menos por quais razões minha mãe vinha rapidinho me tirar de perto dele dizendo que ele não tinha juízo mesmo.

Eu também não entendia muito bem quando estávamos todos os primos brincando de esconde-esconde e aquele meu primo três anos mais velho e agora finado insistia em sempre se esconder comigo debaixo da cama da minha tia e ficar me abraçando e se esfregando em mim que nem o cachorrinho fazia na perna do meu avô, ainda mais que ele não falava e eu muitas vezes não entendia o que ele queria me dizer. E entendia menos ainda a minha tia e a minha mãe fechando as portas dos quartos dizendo que era para a gente se esconder com as outras crianças apenas no quintal e na sala.

- Nada de ficarem escondidos debaixo da cama vocês dois!

Mas a gente insistia. Minha tia uma vez pegou meu primo pela orelha, puxou bem forte e disse que se ele fizesse aquilo de novo ia tomar uma surra, eu não sabia o que estava acontecendo para ela ficar tão brava daquele jeito, mas comecei a gostar daquela coisa de me esconder embaixo da cama e sempre arrastava algum outro primo comigo e ficávamos nos esfregando um no outro que nem cachorrinhos.

Alguns gostavam mais, outros gostavam menos. Mas acho que todos gostavam um pouco, mesmo as meninas que a gente levava também, mas uma vez uma delas ficou assustada e falou para minha mãe que eu estava mexendo com ela e aí quem levou um puxão de orelha fui eu. Doeu bastante, mas eu nem liguei.

E a gente foi crescendo e foi ficando cada vez mais difícil brincar daquele jeito, pois as mães e tias todas nos controlavam e meu avô apenas dava risada de tudo aquilo e continuava com seus cachorrinhos por perto.

Meu avô ficou viúvo com menos de quarenta anos de idade e minha mãe conta que ele conseguiu perder a fazenda enorme em que moravam, além de várias casinhas boas na cidade em pouco tempo, de tanto que se divertia com as meninas de vida fácil da cidade e que o ajudavam a se aliviar. Acho que naquela época ele ainda não sabia que quando a vontade aperta mesmo é melhor o sujeito se contentar com uma masturbação sozinho que sair por aí fazendo besteira.

E acho também que foi naquela época que a minha mãe descobriu que a sexualidade sem controle não leva ninguém a lugar nenhum. Meu avô foi um homem que a vida transformou em sábio, ele aprendeu muito com os erros que cometeu, avaliou a própria vida e a partir de então saiu distribuindo conselhos para todos, me lembro dele matuto contando histórias e mais histórias, sempre em tom emotivo e de bom conselheiro.

Já a minha mãe, que também é uma mulher de muita sabedoria, aprendeu muita coisa também, mas aprendeu muito mais com os erros que os outros cometeram, pois ela sempre se conteve e buscou agir com ponderações sob normas rígidas que ela mesma criava e deve ter sofrido muito com a morte precoce da mãe e a inconsequência do meu avô que toda noite levava uma moça diferente para casa, com os gemidos e sussurros delas enquanto ele se aliviava, esperando quem sabe um dia encontrar uma mulher bacana que quisesse cuidar dele e de seus filhos.

O meu avô morreu alguns anos depois do meu primo e outra coisa interessante que me contou é que viver sozinho não presta não... O sujeito fica cheio de manias e vai se fechando no seu mundinho que vai ficando cada dia menor, que a solidão do homem gera tristezas e angústias que não se acabam nunca.

Contava ele de um tal finado fulano que nunca se casou e que morava sozinho num sítio, apenas com a sua roça e as criações, até que um dia morreu e só depois de alguns dias, quando os urubus começaram a voar perto da propriedade, é que os vizinhos se deram por conta da ausência dele e foram lá para ver que o homem tinha morrido e já estava até fedendo.

- Viver sozinho não presta não!

E contava de um outro finado fulano primo dele que também nunca quis se casar com moça nenhuma, e que num momento da vida conheceu um companheiro que também nunca quis se casar com moça nenhuma e foram morar juntos numa casinha dele na cidade, viveram juntos e felizes por muitos e muitos anos, até que um deles faleceu dormindo e o outro se encarregou de fazer tudo o que deve ser feito nessas horas. E completava:

- Uma pena é que o meu primo acabou indo morar com a irmã viúva, que era uma rabugenta, e nunca mais teve um companheiro nessa vida.

E completava, em tom de conselho:

- Por isso, meu filho, é que te digo que viver sozinho não é bom não. Se você conhecer uma moça que goste dela, vá morar junto, tenha seus filhos que nem eu tive os meus e peça a Deus para que ela nunca te falte, pois um homem solitário faz muita besteira nessa vida. Eu te falo que pode ser uma moça, mas pode ser também um companheiro, um homem de bom caráter, não há nada de errado nisso contanto que o sujeito seja feliz e honesto, é tudo a mesma coisa, a pessoa não pode é aceitar a solidão e nem sair por aí fazendo besteira.

E foi então que me disse que quando a vontade aperta mesmo às vezes é melhor o sujeito se contentar com uma masturbação a dois, ou mesmo sozinho, que sair por aí fazendo besteira com qualquer um que aparecer sem medir as conseqüências.

Pois é, acho que meu avô já sabia de tudo.


(Esse texto não é inédito, foi publicado aqui no Mixbrasil em 23 de agosto de 2006, quando usava-se outro formato de blog e por uma sorte consegui recuperá-lo. A foto usada foi obtida pelo Google, mas a semelhança é absoluta em especial pelo chapéu de palha, seu companheiro inseparável e pelo ambiente que lembra em muito a minha infância ao seu lado.)


Escrito por Tiago Quintana às 11h11


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