BLOGS: Tiago Quintana (Heterônimo+)

Capricho...

Quarta-feira , 30 de Maio de 2007

 

 

E eis que

navegando sem destino

 fui seduzido

pelo olhar penetrante

do Alemão...

 

Que Alemão?

Sim, ele mesmo...

Aquele do BBB7...

 

Uma matéria com ele

 na revista CAPRICHO,

aquela que todos lêem

mas que ninguém

acha chique contar...

 

E devo então confessar:

eu adoro o BBB...

Não assisti as primeiras edições,

mas desde a edição

com o Jean Willys

eu viciei...

 

Podem dizer que é futil,

e eu não tenho nada contra a futilidade.

Pode dizer que é um

circo de imbecilidades humanas...

E daí?

Não me sinto imbecil em assistir,

é entretenimento

e não destrói neurônios...

 

Aliás, se nem a Luciana Gimenez consegue isso...

 

E e eu não resisto

a dar uma parada

quando zapeando a tv

dou de cara com ela,

belíssima...

 

E já que estou confessando

essas intimidades impublicáveis,

gosto um pouco de novela também,

assisto sempre que posso o Video Show

e adoro o Caldeirão...

 

 Pronto, falei... Ufa!

 

E gosto também

da Revista CAPRICHO...

Sempre leio a capa inteira.

Só não compro

pois não compro revistas.

 

E miau para as outras...

 

Que tal lerem essa matéria

 

 Filha sou gay...  

 

da edição dessa semana?

 

Parece bobinha,

diriam os sharp,

os pretenders de plantão,

mas há que lembrar que

o público alvo pode ampliar

sua visão sobre homossexualidade

com os relatos "bobinhos" dos entrevistados.

 ...

 

Amanhã estou indo pro sítio,

aniversário de um amigão,

vamos preparar uma festa mexicana para ele.

 

Beijos, fiquem com Deus.

Ou sem Deus, se assim preferirem...

 

E na onda de sugerir roteiros, me aguardem...

Para os amigos que chegaram há pouco de fora,

vou dar as minhas sugestões de locais em Sampa...

Afinal sou um paulistano nato, apaixonado por essa cidade.

Dicas para todos os gostos, saunas, restaurantes, cinemas...

Já adiantando que na quinta-feira dia 07 vou estar na Feira do Arouche, que esse ano vai ser no Vale do Anhangabaú...

Estarei no estande do AGPH, a convite da Edith Modesto...

O AGPH é o "Amigos do Grupo de Pais de Homossexuais".

E vem novidades do grupo para o próximo semestre...


Escrito por Tiago Quintana às 20h18

Menino sorridente...

Terça-feira , 29 de Maio de 2007

 

Voltava eu para casa noite dessas, já bem tarde, cansado depois de um dia todo na rua fazendo fluir a vida. "Questões de ordem prática para resolver", diria uma das minhas amigas mais requisitadas, daquelas cujo dia parece render milagrosas 30 horas.

 

Não sei se por conta do falecimento daquela nossa amiga havia menos de uma semana, mas estava eu mais uma vez com sentimentos bem confusos, e olha eu aqui buscando explicações para o simples fato de "ser" o que sou e "sentir" o que sinto... Mas vamos lá...

 

Digamos que era um misto de tristeza com cansaço, só que amplificado inúmeras vezes por aquela carência afetiva das boas e por uma vontade imensa de receber um abraço bem apertado e muito cheiroso só meu e que durasse uma vida toda.

 

Acho que deu para expressar com perfeição cirúrgica e em palavras o sentimento que nem eu mesmo sabia o que era.

 

E mesmo tarde eu optei por voltar para casa de trem de subúrbio, que se não é o mais confortável, ao menos é o mais rápido.

De onde estava eu demoraria algo em torno de uma hora e meia dentro de um ônibus lotado, no trânsito caótico dessa cidade em dia de chuva e frio e desceria na esquina de casa, mas numa maratona de metrô também lotado, trem ainda mais lotado e para finalizar uma caminhada por algumas quadras arborizadas, entre casas lindas onde brinquei minha infância, esse tempo cairia para menos da metade.

 

Excelente negócio!

 

E como adoro caminhar pelo bairro onde morei quase metade da minha vida, lá fui eu encarar o trem espanhol, herança da gestão Mário Covas...

 

Eu pensava na morte da minha amiga e no quanto isso mexeu comigo, talvez por termos quase a mesma idade, pelas muitas afinidades que surgiam a cada momento, pelas muitas confidências impublicáveis trocadas e senti como se fosse uma pessoa da família, e daquelas bem queridas mesmo.

Naquela tarde eu havia passado em consulta com o psiquiatra, numa sessão densa como sempre, saído com o tranquilizador diagnóstico de que está tudo nos conformes e não há necessidade de nenhum medicamento extra, pensava nos conflitos que parecem se perpetuar e na quantidade de coisas que eu simplesmente não consigo resolver, por mais que me empenhe.

 

Novamente as tais "questões de ordem prática". Mas isso é assunto para outro post.

 

Eis que estava totalmente entregue aos meus devaneios quando ouço uma voz atrás de mim declamando poesias... Poesias? Tem certeza? Demorei a compreender o que acontecia, é muito comum no subúrbio as pessoas te oferecerem toda uma infinidade de produtos a cinquenta centavos ou dois por um real, mas nunca antes havia visto alguém vendendo poesia... Costumo comprar amendoim japonês, balas-de-goma que grudam nos dentes, chicletes com a garantia da qualidade da empresa tal, vendem-se lixas e cortador de unha, caderno escolar, coxinha e risólis, cerveja...

Mas poesia nunca imaginei que alguém oferecesse.

 

E vejam que linda a abordagem do garoto sorridente:

 

- Boa noite, eu sou o Alan (o nome é fictício, pois esqueci o nome do menino...), sou de um grupo de teatro experimental chamado sei lá o que (algo com borboletas, não me lembro também o nome agora - e apresentou uma carteirinha do tal grupo, com foto e tudo...), estamos arrecadando verba para montarmos um espetáculo teatral, então eu peço a vocês a licença para ler dois poemas, ao final se vocês gostarem de algum podem levá-lo para casa como recordação dessa noite fria e linda que a Vida nos contempla... Em troca eu peço, se possivel, um donativo, pode ser de qualquer valor, de dez centavos a um real ou até mais se vocês quiserem, tenho uma promoção que se você quiser levar os dois poemas também tudo bem, pelo mesmo valor do donativo... Eu sugiro para agora ler um poema de Fernando Pessoa e um de Roberto Freire, mas tenho outros aqui comigo... Cora Coralina, Clarice Lispector, Nando Reis, Arnaldo Antunes...

 

E eis que leu uma pequena parte do poema que trancrevo na íntegra abaixo, um dos meus preferidos e que faz parte do meu livro de cabeceira "Ame e dê vexame", do perturbador Roberto Freire, livro que em verdade marcou muito a minha vida nos anos 90, pelo seu conteúdo de amor libertário com o qual cheguei até a me engasgar...

Na realidade ele não leu, afinal é um ator ou aspirante a tal...

Ele interpretou com maestria e parecia que o fazia para mim, embora estivesse de costas para ele...

 

Lamentei ao final que a minha carteira estivesse vazia, tenho o péssimo hábito de andar com pouca grana, carregando o essencial apenas. 

 

Nem preciso dizer que me esqueci da tristeza, do cansaço, das pendências históricas, de toda carência.

Saí do trem assoviando uma música qualquer, contagiado por aquele garoto sorridente de dentição perfeita, com sonhos que só quem tem vinte anos consegue ter e ainda acreditar ser possível executá-los, com seu cabelo raspado dos lados e um rastafari no alto (que tem outro nome, mas eu não sei como se escreve "dréd", seria "dread"?) e completamente envolvido pela poesia que ele exalava.

 

Caminhei pelas ruas do meu bairro, não pelo caminho mais curto e sim pelo mais bonito. Olhava o brilho de uma lua crescente nas poças dágua, olhava as pessoas caminhando com seus cachorros felizes, olhava as lojas com suas fachadas sendo reformadas... Nada mais importava senão o "ser" e "estar". 

 

Toda a pressa havia se dissipado, dei um descanso para a tristeza e tive a certeza mais uma vez que a vida é para ser sorrida e não sofrida, lembrei da minha avó falando isso quando eu era ainda bem jovem, dos conselhos do meu avô que eu sinto muita saudade, lembrei que eles se foram muito antes daquele menino sorridente nascer e pensar no que faria da vida, fiquei imaginando que as dores daquele ser com certeza não são as minhas, podem ser maiores ou menores seus conflitos, mas a forma como ele escolheu conduzir a vida, essa merece aplausos.

 

E achei mais uma razão para voltar para casa de trem.

Pois você não se esquece do rosto de quem te fez sorrir.

E da próxima vez, quando ele me abordar, eu vou pedir que leia:

"Para quem ainda vier a me amar, do Roberto Freire..."

 

 


Escrito por Tiago Quintana às 16h49

Amar, verbo intransigente?

 Para quem ainda vier a me amar...* 

 

 

 

Quero dizer que te amo só de amor.

Sem idéias, palavras, pensamentos.

 

Quero fazer que te amo só de amor.

Com sentimentos, sentidos, emoções.

 

Quero curtir que te amo só de amor.

Olho no olho, cara a cara, corpo a corpo.

 

Quero querer que te amo só de amor.

 

São sombras as palavras no papel.

Claros-escuros projetados pelo amor,

dos delírios e dos mistérios do prazer.

 

Apenas sombras as palavras no papel.

Ser-não-ser refratados pelo amor,

no sexo e nos sonhos dos amantes.

 

Fátuas sombras as palavras no papel.

 

Meu amor te escrevo,

feito um poema de carne,

sangue, nervos e sêmen.

 

São versos que pulsam, gemem e fecundam.

 

Meu poema se encanta feito o amor

dos bichos livres às urgências dos cios

e que jogam, brincam, cantam e dançam

fazendo o amor como faço o poema.

 

Quero a vida às claras superfícies

onde terminam e começam meus amores.

 

Eu te sinto na pele, não no coração.

 

Quero do amor as tenras superfícies

onde a vida é lírica porque telúrica,

onde sou épico porque ébrio e lúbrico.

 

Quero genitais todas as nossas superfícies.

 

Não há limites para o prazer,

meu grande amor,

mas virá sempre antes,

não depois da excitação.

 

Meu grande amor,

o infinito é um recomeço.

 

Não há limites para se viver um grande amor.

 

Mas só te amo porque me dás o gozo

e não gozo mais porque eu te amo.

 

Não há limites para o fim de um grande amor.

 

Nossa nudez, juntos, não se completa nunca,

mesmo quando se tornam quentes e congestionadas,

úmidas e latejantes todas as mucosas.

A nudez à dois não acontece nunca,

porque nos vestimos um com o corpo do outro,

para inventar deuses na solidão do nós.

 

Por isso a nudez, no amor, não satisfaz nunca.

 

Porque eu te amo, tu não precisas de mim.

Porque tu me amas, eu não preciso de ti.

No amor, jamais nos deixamos de completar.

 

Somos, um para o outro,

deliciosamente desnecessários.

 

O amor é tanto, não quanto.

Amar é enquanto, portanto.

 

Ponto.

 

 

* Texto de Roberto Freire


Escrito por Tiago Quintana às 16h01

L U T O

Quarta-feira , 23 de Maio de 2007


Escrito por Tiago Quintana às 10h50

Chorar faz bem...

 

Capela das Almas - Santiago de Compostella - Espanha (25julho2003)

 

Acredito que seu eu chorasse mais, seriam menos tristes os meus dias. Não que eu não tenha dias alegres, não que eu seja um cara infeliz, mas tenho uma vocação talvez astrológica, espiritual ou sei lá o que, de sintonizar com mais precisão e por mais tempo as estações dos desajustes da vida... Me empolgo menos com os efêmeros momentos de alegria, enquanto embarco na coisa da dor sem medo de ficar infeliz, ou quando mergulho nos conflitos buscando compreendê-los em sua essência, e faço isso por vezes de forma tão contundente que perco os parâmetros, transformando no meu mental um copo de água em dilúvio...

 

Apesar de tudo isso, ainda não aprendi a chorar.

E acho que se eu chorasse mais, seria mais tranqüilo, menos passional... Nem preciso dizer que sou rotulado de insensível por não suportar ter ao meu lado quem chora histérico numa discussão (ainda que haja motivos...), se vitimizando e se personando mais frágil do que é para culpar e responsabilizar o outro, para se mostrar como cordeirinho indefeso acuado perante o mundo cruel.

 

Eu falo do chorar silencioso, sem aqueles gritos histéricos e forçados de desquilíbrio.

Do chorar calmo e contínuo, sem pressa de que as lágrimas saiam todas, pois já aprendemos que elas não se esgotam nunca, que quanto mais chorarmos mais lágrimas surgirão das entranhas lavando nossa alma e nossa mente poluidas. E fazia tempo que não chorava, pensava em chorar, mas não conseguia...

Nessas horas sempre me lembro de meu pai, ou de minha mãe, eu ainda bem criança chorando e eles gritando "engole esse choro, menino".

E acho que foi assim que me bloqueei, ainda muito jovem.

 

E poucas vezes soltei as emoções, é muito fácil para mim segurar o choro num momento de dificuldade ou fraqueza perante alguém e chorar mais tarde em casa, sozinho assistindo um comercial de margarina com um cachorro e crianças sorridentes... Acho triste sim, mas assim me exponho menos, me mostro menos frágil e repito exatamente a lição que me ensinaram, cumpro meu papel de homem que não chora, e a professora Vida Malvada me dá um 10 com louvor!

 

Domingo faleceu minha amiga, que carinhosamente chamávamos de Iaxá... Estava na Espanha, trilhando o Caminho de Santiago pela quinta vez, no sábado ela mandou uma mensagem no ORKUT de outra amiga dizendo que estava fisicamente muito cansada, mas se sentindo com a alma leve e com uma clareza de idéias que nunca houvera sentido antes. No domingo chegou bem tarde e bem cansada a um albergue, havia vários alemães e franceses, conversou com eles e com o hospitaleiro espanhol, era a única brasileira, mas como falava com fluência vários idiomas não teve dificuldades em se expressar... Só que do nada, sem explicação aparente alguma, começou a chorar, alegava ser de cansaço e de alegria, saudades dos filhos, dos amigos. Chorou, chorou, chorou, sentiu sono, se deitou sem jantar mesmo e não acordou. Trombose, derrame, infarte?

 

Tinha 42 anos, não fumava, bebia socialmente e muito pouco, não usava drogas de nenhuma espécie, não era obesa, cultivava bem estar e pensamentos positivos, devotava-se aos seus amigos e familiares, vivia uma vida de rainha com filhos lindos e marido atencioso, companheiro que a estimulava em suas andanças. Vida perfeita, diriam alguns...

 

Eu fui pego de surpresa com a notícia na segunda-feira final da tarde, estava na fila da farmácia do Hospital das Clínicas pegando minhas pilulas de beleza e saúde, não acreditei quando me ligaram contando. Fiquei chocado, mas não consegui naquele momento sintonizar a dor que era imensa, tive vontade genuína de chorar, mas no piloto automático fui resolver um monte de coisa, ontem a mesma correria até que a noite fui visitar a página dela no ORKUT.

 

Visitar seus 115 vídeos prediletos.

Ela gostava muito do Freddie Mercury...

Gostava de dança flamenca e dança do ventre (que praticava havia vários anos).

Gostava também de Madredeus, de música celta e galega, também de música gospel...

De John Lennon com Imagine e Woman...

 

 

Gostava de Velha Infância, dos Tribalistas...

"Eu gosto de você, e gosto de ficar com você..."

 

 

E foi então que chorei, chorei, chorei.

Até ficar com dó de mim.

Na minha tristeza eu pensava que se fosse eu quem tivesse morrido não haveria filhos para chorar minha ausência e que seguiriam suas trajetórias sem a presença importante de um pai, meus pais ficariam desamparados e muito tristes, minha irmã com quem estou bastante magoado ficaria com um sentimento de culpa imenso por ter sido injusta comigo, eu e ela com uma dor impossível de resolver, meus amigos sentiriam muita falta do meu bom humor e afetividade...

 

Ela gostava também do Pequeno Príncipe, como eu também gosto, lembram daquela coisa do "Tú te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas?" Pois ela me cativou, desde o primeiro instante. 

 

 

Mas eu fiquei, estou aqui felizmente para seguir na jornada tomando porrada e aprendendo.

E quanto mais vídeos escolhidos por ela eu assistia, mais eu chorava.

 

E esse chorar, de tristeza apenas e não de ódio ou de orgulho ferido, de saudade imensa, me fez me sentir leve.

Parece que as dores de ego poucas vezes compreendidas, de injustiça e de medo se calaram e deram lugar às dores reais, lindas e doces, que não podemos evitar. E essa sensação me alentou, fui ficando calmo e me deitei mais cedo que de costume. Nem deu tempo de contar carneirinhos...

 

Fazia tempo, muito tempo que não dormia tão bem e por tantas horas seguidas sem interrupção. Juntou essa tristeza com a noite fria e meu colchão novo, e foi uma noite linda, acho até que sonhei mas agora não consigo me lembrar ao certo com o que... Acordei me sentindo muito bem, sabe aquela ressaquinha que a gente sente na manhã seguinte a uma balada leve, sem exageros, quando beijou alguém que fez o coração disparar, quando voltou para casa e se deitou lembrando do cheiro gosto beijo de alguém? Mais ou menos isso, aquele sorriso maroto no canto do rosto de quem entendeu a lição, ainda que na repescagem?

 

E quanto à Iaxá, me disseram uma vez que apenas os mais evoluídos espiritualmente são contemplados com uma morte como essa, fulminante e sem sofrimento físico. E quem conheceu essa menina encantadora há de concordar com isso. 

E que ela esteja na luz, seus últimos minutos por aqui foram no local que ela mais amava: uma trilha na terra desenhada sob a via láctea.

 


Escrito por Tiago Quintana às 09h02

O sol...

Segunda-feira , 21 de Maio de 2007

 

...

 Poesia de Renato Russo e Flávio Venturini...

 

 Pôr do sol às 22h15m no Farol  - Finisterre - Espanha (26junho2003)

Essa cidade fica no extremo oeste europeu, onde os antigos achavam que o mundo terminava quando viam o sol ser engolido pelo oceano...

Nessa época a terra ainda não era redonda, era chata, e quem discordasse dessa verdade a igreja mandava para a fogueira...

 

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã, mais uma vez eu sei...

Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã...

Espera que o sol já vem.

 

Tem gente que está do mesmo lado que você mas deveria estar do lado de lá...

Tem gente que machuca os outros.

Tem gente que não sabe amar...

Tem gente enganando a gente, veja nossa vida como está...

 


Mas eu sei que um dia a gente aprende!


Se você quiser alguém em quem confiar, confia em si mesmo.


Quem acredita sempre alcança!



Mas é claro que o sol vai voltar amanhã, mais uma vez eu sei...

Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã.

Espera que o sol já vem...


Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar num sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém...

 


Tem gente que machuca os outros.

Tem gente que não sabe amar.

 

Mas eu sei que um dia a gente aprende...

 


Se você quiser alguém em quem confiar, confia em si mesmo.

Quem acredita sempre alcança...

 

 

Uma excelente semana para todos.

Não faz mal, eu tô carente mas eu tô legal...

 

 

beijos

 


Escrito por Tiago Quintana às 10h39

Momento quase bofe...

Quarta-feira , 16 de Maio de 2007

 

O volante Vampeta está voltando ao Corinthians, como reforço no Campeonato Brasileiro. O jogador de 34 anos esteve perto de voltar ao Parque São Jorge no começo do ano, quando negociou diretamente com o presidente Alberto Dualib. Na ocasião, o então técnico Emerson Leão (aquele que pintava o cabelo de vermelho acajuzado 34 de L'oreal, mas que não pinta mais as madeixas e assumiu a idade que tem e que se algum dia voltar a usar tinturas deverá que ser aquele roxo vovózinha fashion) num momento "não quero, não quero, não quero..." vetou o retorno do volante, que agora recebe o aval dos PCC's - primeiramente do Primeiro Comando da Capital e segundamente do novo técnico Paulo César Carpegiani (que eu acho que também pinta o cabelo, mas não me perguntem a cor pois desse eu não consegui distinguir nem o nome e nem o número na tabela pantone de L'oreal).

 

"Já acertei tudo. Vou ficar duas semanas treinando separado do elenco do Corinthians e depois vou me integrar ao grupo, estou entre amigos e me sinto em casa", afirmou o jogador e modelo, que foi capa de uma edição da Revista G Magazine de quase uma década atrás...

 

"E também estou fechando com a revista um novo ensaio para mostrar que continuo com tudo em cima..."

 

Mas dessa vez as fotos não serão feitas num campo de futebol, e sim no teatro da cidade natal do jogador, restaurado com o dinheiro que ganhou no ensaio anterior.

É esperar ansiosamente para conferir!

 

Aliás histórias de desafetos entre jogador e treinador é coisa muito comum no Corinthians e em outros times. Quem não se lembra das constantes brigas públicas, com ofensas e todo barraco de direito, entre os hoje e para sempre arquinimigos Marcelinho Carioca e Wanderley Luxemburgo, desafeto que surgiu, conforme informações de bastidores, por conta de uma aspirante à atriz que combinou passar a noite com um e ao final das contas passou a noite com o outro... ?

 

E falando dupla, Vampeta (apelido carinhoso dado pelos amigos que é fusão de Vampiro com Capeta...) e Marcelinho Carioca, olha só que foto fofa dos dois...

 

 

Por essas e outras é que digo:

Timão, ê, ô

Timão, ê, ô

Timão, ê, ô

Sou maloqueiro,

sou maloqueiro,

corintiano sofredor

Graças à Deus.

 

 

 

Mais tarde volto para comentar as últimas edições da Revista Playboy e se sobrar tempo o arranca cabelo dos de-puta-dos(as) em Brasília. Cruzes...

 

Da playboy, que buzanfa que tem aquela Carol... Fotos lindas.

E a Fani Lagartixa então... Mais lindas ainda. Parabéns.

 

E que a deputada é feia, o que se há de fazer!

Eu que até esse episódio nunca tinha ouvido falar da criança...

Aproveitou o holofote para se apresentar ao país!

 

E esse papo do lindo com pressão alta para mim é balela, o amigo aproveitou para dar uma retocada no rosto, melhorado um pouco afinal a medicina estética existe e é para isso. Certo ele!

 

Vejam só, durante décadas todos o chamavam de "bicha feia, louca" e tudo bem. Zombavam, criavam piadinhas e mesmo a comunidade GLS nunca demonstrou respeito pelo estilista. E quando ele, num momento infeliz, fala o que falou, cai todo mundo em cima matando, julgando... Certo ele que se retratou, assim esvaziou a oposição.

 

Francamente...

 

Beijos

 

Tiago Henrique Quintana

(em momento de profunda reflexão...)


Escrito por Tiago Quintana às 13h11

O que é LAICO?

Quinta-feira , 10 de Maio de 2007

 

 

Linda manifestação pelo estado LAICO.

 

Lindos os meninos e meninas que estavam ontem na Praça da República, com aquele frio absurdo, equilibrando velas coloridas em copinhos de plástico, lindos, que incendiavam nas mãos, posando para fotos em todos os ângulos solicitados, felizes com seu triângulo rosa no peito e nas mãos, sorridentes dando entrevistas para o mundo todo.

 

Na PAZ.

 

Quase mais imprensa que manifestante, mas os que falaram por nós falaram bonito, passando a nossa mensagem de forma clara e equilibrada.

De forma serena.

 

Mais bonito que queimar fotos do papa.

Mas ao final das contas pode queimar sim. 

 

Do papa fofo que eu fui ver com mais umas milhares de pessoas no Largo de São Bento uma hora antes.

Mas que só ouvi a sua presença na redoma blindada...

Suponho que estava falando sobre os atrasos de sempre.

Da igreja que interfere.

Que acumula e não distribui, que perpetua a miséria, o atraso.

Bobagem tudo isso, mas vamos sorrir.

Vamos pensar que estamos numa cachoeira em Visconde de Mauá, numa tarde quente de verão, mesmo que em verdade estejamos voltando para casa na chuva, encharcados numa noite fria de São Paulo.

 

Beijos e bom findi, estou indo pro sítio.

Até segunda.

 

Tiago Henrique Quintana... rs...

 
"LAICO"
Datação
1899 cf. CF1

Acepções
adjetivo e substantivo masculino
1    que ou aquele que não pertence ao clero nem a uma ordem religiosa; leigo 
2    que ou aquele que é hostil à influência, ao controle da Igreja e do clero sobre a vida intelectual e moral, sobre as instituições e os serviços públicos 
adjetivo
3    que é independente em face do clero e da Igreja, e, em sentido mais amplo, de toda confissão religiosa
4    relativo ao mundo profano ou à vida civil

Etimologia
lat. laicus,a,um 'leigo, de leigo', por via erud., emprt. da Igreja ao gr. laikós 'do povo'; cp. vulg. leigo; ver laic-; a datação é para o adj.

Sinônimos
ver sinonímia de secular

Antônimos
eclesiástico; ver tb. antonímia de secular


Escrito por Tiago Quintana às 10h05

Vade retro Ratzinger!

Quarta-feira , 09 de Maio de 2007

 

Vade retro Satanás (em qualquer de suas formas, incluindo Ratzinger...) isso é Latim e significa: volte para as profundezas do inferno, volte para o lugar de onde nunca deveria ter saído, saia desse corpo que não te pertence, some daqui rapidinho, desapareça antes que percebam a sua presença, pegue o seu banquinho e saia de mansinho, saia de fina - à francesa com sua bolsinha Prada...

 

 

E como dizer isso, com elegância? Vestindo-se com lindas roupas pretas, indo para a Praça da República com um triângulo cor-de-rosa no peito e uma vela de 7 dias acesa na mão... Nada de queimar fotos de ninguém (até para não sair na foto com cara de bicha louca que de tão louca chega a babar, tresloucada metida a exorcista...), nem fazer caricaturas que ao final das contas não auxiliarão em nada.

 

Achei genial essa idéia, sinal de ainda há vida inteligente no desgastado e cada vez mais dividido Movimento Homossexual Brasileiro... Parabéns aos idealizadores, tenham certeza que uma ação inteligente repercutirá muito mais na mídia e sociedade do que as caricaturas já tão desgastadas. Concordam comigo?

 

 

Vou estar lá mais tarde, só preciso providenciar um triângulo cor-de-rosa...

 

Nos vemos!

 

 

 


Escrito por Tiago Quintana às 10h57

Kombees na Virada Cultural...

Segunda-feira , 07 de Maio de 2007

 

Desde sempre que Eu amo morar na cidade de São Paulo.

 

Aqui nasci há pouco mais de quarenta anos, e sou dos poucos paulistanos que podem dizer que conhecem bem essa cidade... Eu disse poucos paulistanos, pois conheço inúmeras pessoas que já carimbaram o passaporte em diversos países do mundo, algumas alegam conhecer Paris como a palma da mão, mas que nunca entraram no Teatro Municipal, nunca subiram à torre do Banespa ou do Edificio Itália, de onde se pode ter uma visão 360 graus da cidade, não conhecem a Pedra Grande lá no Parque da Cantareira, no extremo norte da cidade e que pensam que o maior, ou o único, parque da cidade é o Ibirapuera...

 

E como entusiasta dessa cidade, não poderia deixar de participar de mais uma edição da Virada Cultural. Eu trabalhei no sábado até as três da tarde, auxiliando num curso de culinária ayurvédica, voltei bem cansado para casa, descansei um pouco, pesquisei a programação do evento, aliás que tarefa difícil escolher entre quase 400 programas, para todos os gostos e faixas etárias... Tão pouco tempo, tantas opções... E como boa kombee que sou, escolhi ficar pelo centro da cidade mesmo, achei que seria boa pedida assistir de graça Ângela Maria e Cauby Peixoto lá no palco da Vieira, tradicional reduto de kombees como eu...

 

E uma confissão: cada dia gosto mais dessa denominação - kombee, komby, combi... Mas acabei demorando para sair de casa, passei na casa de um amigo e ficamos conversando, gastamos algumas calorias e ele não se animou a sair de casa, e quando me dei por conta do horário, o show da Ângela já havia acabado, opção então era assistir o Cauby, mas a vontade de andar pela cidade lotada de gente bonita e ver a movimentação era maior, atravessei o calçadão em direção ao Municipal, em direção à Sé, achando que talvez Mano Brown fosse boa pedida...

 

E eis que Laurinha, minha amiga querida estava com um casal de amigos naquela fila imensa do Municipal achando, a uma hora da manhã, que ainda conseguiria entrar para o show de João Bosco, me avista e mudamos nosso rumo, voltamos todos para a Vieira. Mais uma vez o anjo Laurinha se fez presente...

 

 E eu estava assistindo agora há pouco as imagens do tumulto na Praça da Sé, feliz por não estar ter aparecido por lá. Eu me conheço, falo que não gosto de muvuca, de tumulto, de lugar cheio de gente, mas é só chegar e me ambientar para eu não querer sair tão cedo... Me contagio com a alegria alheia, e por incrível que possa parecer, eu gosto desses mc's da vida, daquelas vozes roucas declamando o grito de insatisfação do povo esquecido nas periferias. Consigo curtir um cd inteirinho do Mano Brown, gosto também e ainda mais de Marcelo D2 (embora a minha fase das baforadas legalize tenha ficado num passado cada dia mais distante, felizmente...) e gosto ainda de várias crias desses mocinhos que se odeiam, mas que em verdade mesmo se admiram e se amam, profundamente. Briga de ego, sacou?

 

De volta a Vieira, verdadeiro pátio de kombees de diversas gerações (muitas anteriores à minha...), o show do Cauby não poderia ter sido melhor, sua voz continua sendo inigualável, seu bom humor e carinho pelo público, diversas vezes manifestado em frases do tipo "que público bom" ou "vocês cantam muito bem", "que alegria estar aqui com vocês"... O artista não tem mais a vitalidade do passado, ficou sentado praticamente o tempo todo e se locomoveu com dificuldade na saída do show (que foi bem curto, infelizmente...), mas valeu estar lá.

 

Num determinado momento ele chamou um amigo para dividir o palco com ele, apresentou esse amigo como um grande amigo, dono da voz mais linda que esse país já conheceu... Era o Agnaldo Timóteo, que para ser sincero eu também gosto. Ele pode não ser mesmo tão genial, pode ser arrogante e muita gente tem sérias restrições à sua figura, ainda mais depois dele ter se envolvido com o que há de pior na política paulistana, mas enquanto artista merece respeito.

 

E ele estava ali como artista, convidado pelo Cauby!

 

 

 E infelizmente foi isso o que faltou, RESPEITO... Ele foi hostilizado, vaiado... 

Mas não perdeu a pose e soube como segurar a onda, tudo bem que com ajuda de Ângela Maria, mas o trio fez no improviso o melhor momento do show. Ganhamos todos, creio eu.

 

Mas cabe lembrar que vaia é aplauso, pois coloca o artista em destaque também. E o público se dividiu, muitos vaiavam sem ter razão alguma, pela algazarra apenas... E muitos aplaudiam, cantavam junto, incluindo esse humilde missivista que sabia as letras todas de cor, mas não me perguntem de onde eu tirava todas aquelas palavras, acho que foi a herança das tardes dominicais assistindo ao Señor Abravanel...

 

E havia um grupinho pequeno que preferia estar em outro lugar, uma meia dúzia de bibinhas bonitinhas que gastaram todo seu dinheirinho com roupinhas bonitinhas e não guardaram os cento e quarenta dinheiros para se exibirem para seus similares no Skol Beechas, e que insistiam em gritar que o Timóteo deveria sair do palco, como se toda aquela festa fosse para elas, bonitinhas! 

Elas estavam no fundo, isoladas se sentindo altivas, foram se aproximando do palco aos berros de "FORA"... Só que nós que estávamos curtindo a festa ofuscamos seus miados de bichinhas histéricas gritando "FICA"... E elas enfiaram seus rabinhos cheirosos no meio das perninhas finas e foram embora, coitadinhas... De certo comentando que melhor teria sido ir ao Skol Beechas... Ano que vem guardem dinheirinho lindas, e divirtam-se sem encher o saco de que estava feliz em estar ali.

 

Agora imaginem se as kombees ficam bravas e iniciam um quebra-pau... Já imaginaram a confusão que poderiam ter causado? Essa é a merda, uma minoria que insiste em ser caricata e que não se orienta, não sabe se posicionar, não respeita os demais. Mas foi um caso isolado, diria até que foi engraçado ver a cara das bonitas quando elas foram hostilizadas...

 

E é por essas e outras que eu amo essa cidade.

 

Obs.: A Laurinha ficou de me mandar as fotos que tiramos, assim que as receber eu volto aqui para deixar esse post mais colorido...


Escrito por Tiago Quintana às 08h18

Miau, Ó paí ó...

Quarta-feira , 02 de Maio de 2007

 

Bom dia!

 

Depois de quatro dias de descanso,

muito felizes por sinal,

excelente semana para todos...

 

 

Lembram daquele clássico Só os gatos conhecem o paraíso?

 

 Pois o gato obeso mórbido está imenso de tão gordo, e também mais inteligente, ontem ele compreendia que a menos que quisesse tomar outro banho daqueles era melhor sair de perto...

 

E eu estou feliz, beijar é tão bom... Mas não vou ocupar o tempo de vocês e nem o meu nessa quarta-feira que nem chega a ter cara de segunda, tenho um monte de função para agora cedo, malhar peito e triceps, ir ao banco pagar umas continhas, almoçar e desfazer as malas do final de semana e depois sair para um cineminha.

 

Qualquer hora passo por aqui para contar mais... Ou melhor, nem vou contar nada por enquanto, deixa estar.

 

E hoje, sessão das 15h20 no Gay Caneca, Ó Paí Ó...

(acompanhado...)

 

 


Escrito por Tiago Quintana às 10h04


 m O O n 

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