Purpurina, é sério!
Sexta-feira , 29 de Junho de 2007
Não se esqueçam!

Notas dos bastidores
A primeira edição do Projeto PURPURINA acontece no próximo domingo, e nós, da equipe coordenada pela Profa. Edith Modesto, trabalhamos durante toda essa semana nos preparativos finais do evento, para torná-lo acolhedor aos jovens que se interessem pela nossa proposta.
A palavra que ficou dessa semana, pelos muitos apoios recebidos, é a CREDIBILIDADE que tem pessoas como a Edith Modesto e o psicólogo Klecius Borges para conduzirem um projeto com esse perfil. Foram muitos os apoios, entre eles o da CADS - Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual, que ofereceu todo suporte tecnológico para a exibição do filme e transporte do Metrô Vila Madalena até o local, também de uma das delegadas da DECRADI - Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, que estará presente acompanhando nossas atividades, e do CR - Centro de Referência de São Paulo, que embora já tendo bom conhecimento das demandas dos adolescentes, ainda assim acredita que pode se aprimorar com eventos como esse, além de uma boa divulgação na mídia.
E novos apoios estão surgindo, além do MixBrasil que já havia divulgado uma nota bem bacana sobre o evento, a G Magazine se propôs a também apoiar nas próximas edições, oferecendo inclusive algum patrocínio, cabe dizer que para essa primeira edição, praticamente toda despesa está sendo coberta com doações dos voluntários do projeto.
E eu faço um convite a você, amigo leitor: mesmo que tenha mais de 23 anos, apareça por lá! É sempre uma boa portunidade para conhecer novas pessoas. A sala onde faremos a projeção do filme é pequena, sendo bem otimista diria que cabem umas 40 pessoas... Mas a exibição do filme é apenas a atração principal, e nós, os monitores, temos como função conversar e acolher todos vocês, saber quais são as demandas que orientarão as próximas edições do projeto.
E vou contar para vocês um fato interessante, que nos foi relatado ontem: um dos jovens que assumiram a responsabilidade pela divulgação nos shoppings (aqui em São Paulo há encontros regulares de jovens gays nas praças de alimentação em alguns shoppings, organizados através de listas no ORKUT e grupos de discussão), nos contou que muitos dos jovens abordados por ele achavam que esse projeto era um "trote", perguntavam se era sério mesmo, não acreditando ser verdade, traumatizados possivelmente e com aquela idéia de que "quando a esmola é demais, até o santo desconfia...".
A gente sabe que a administração dos shoppings não gosta da presença desses jovens, que querem apenas se integrar e fazer amigos, pois invariavelmente eles são hostilizados, a pretexto de se manter a ordem no local... É comum ouvirem dos seguranças e dos lojistas que eles "espantam os clientes", "não consomem, só fazem arruaça", "dão pinta e fazem escândalos"... É muito triste saber que são alvo de chacotas, de discriminação, numa fase da vida já tão complicada... E eles acabam se reunindo na Al. Itú, num local que está se tornando muito violento e onde o assédio sexual e o consumo de drogas é um problema que deve ser combatido.
E quando esses garotos e garotas são abordados por um jovem, também gay e bem articulado, e ouvem que "estão sendo convocados para participarem de um evento que está sendo feito especialmente para eles", acabam mesmo desconfiando.
Agora, é torcer para que domingo faça uma tarde bem bonita, ensolarada, e se não for pedir muito, quem sabe até com um arco-íris de cores bem vibrantes no céu, motivando para que muitos jovens, de quaisquer idades, compareçam para prestigiar o evento. E torcer também para que, caso sejamos uma multidão, tudo corra dentro do administrável.
E já começar a trabalhar, nos bastidores, para as próximas edições. Pois esse projeto veio para ficar e entrar para a história dessas novas gerações... Pena que quando eu era adolescente ainda não havia ninguém como a Edith e o Klécius...
Um abração, fiquem com Deus.
Até domingo!
Tiago "Henrique"...
| Escrito por Tiago Quintana às 08h29 | ![]() |
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Carbono 14
Quarta-feira , 27 de Junho de 2007
Eu quero muito mesmo, mas no fundo eu não preciso que todas as pessoas saibam, eu acho que quero muito, mas nem sei se quero tanto assim e já nem sei mesmo se quero ou se queria e se apenas cismei com isso, pois algumas vezes eu cismo que quero, e quando consigo eu honestamente já nem quero mais, te confesso que no fundo eu preciso muito, mas não sei se vale a pena fazer alguma coisa para conseguir, aliás, o que era mesmo que a gente queria e que motivou essa nossa conversa, pois eu já me esqueci sobre o que é que a gente estava falando, é sempre assim, eu posso te dizer que eu faço e que aconteço, você vai acreditar em mim pois quando eu quero me convencer eu consigo convencer até você também, mas você sabe muito bem que eu faço do meu jeito e algumas vezes faço muito porcamente, de qualquer jeito, mesmo, só para dizer que fiz e ninguém me encher meu saco, eu aconteço sim e aconteço bonito de verdade, mas qual a utilidade disso na tua vida ou de outro alguém qualquer, alguém que já esteve aqui olhando por essa janela ou que vai estar aqui quando você estiver livre disso tudo, de mim e também do eu em você, me fala bem de perto, de verdade se puder, ou o que exatamente que isso significa, ou sobre o que é que estamos ponderando, creia que eu realmente acredito que eu sou igualzinho a você, não me olha tanto assim, fala mais e pensa menos...
O tempo vai passando e a idade avançando num ritmo muito próprio, que foge à nossa compreensão. Eu estou aqui contigo, com ar de bacana que sabe de tudo e te ensinando as coisas que eu nem queria mesmo aprender, te falando esse monte de besteira, falando que nem um papagaio, transformando pensamentos confusos em frases ainda mais confusas, falando para você que a gente vai acumulando conhecimento, mas parece que alguns deles ficam em regiões da memória que a gente não consegue acessar, é quando a gente pensa de uma forma e age de outra, dizem que é a tal da memória repetitiva, seletiva talvez, euforia histérica, trauma históricos e perpétuos, sei lá exatamente o que é isso, eu uma vez li num texto uma frase que me marcou muito e que mudou radicalmente minha vida fazendo com que ela desse uma guinada de trezentos e cinquenta e nove graus, mais ou menos, acaba tudo sempre do mesmo jeito, essa frase dizia que "todo esforço era inútil".
Eu nem sei o que é útil, menos ainda o que é inútil, nem sei se vale mesmo alguma tentativa de convencimento, se isso aqui ou aquilo ali vale algum esforço, pois tudo vai acabar exatamente do mesmo jeito de sempre, eu posso estar sorrindo agora mas daqui a pouco você vai embora e eu sei que mesmo querendo eu não vou chorar, eu não choro pois não gosto de ficar com a cara inchada e amanhã quando a gente se ver de novo é muito provável que você nem se lembre dessa conversa, que tudo esteja bem melhor que sempre, pior talvez ou nada, então nem vamos nos perguntar sobre o que é que estávamos falando mesmo, mas se eu te falar coisas lindas hoje, saiba que linda é a tua interpretação dessas teorias confusas que eu estou inventando, lindos são seus cílios nesses olhos verdes, e que talvez sua carência seja tão maior que a minha que você acredite em todas essas nossas mentiras, nas minhas e nas suas, que são meias verdades, apenas pois estão meio verdes ainda.
Quando acordar amanhã a gente vai começar tudo de novo.
Estou ficando com sono e sei que você também.
E sei que você vai acabar dormindo aqui ao meu lado.

Dorme bem, mas antes chega aqui e me dá um beijo.
| Escrito por Tiago Quintana às 21h26 | ![]() |
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PURPURINA
Terça-feira , 26 de Junho de 2007

Você possivelmente já tenha lido
aqui no MixBrasil
o texto do Tino Monetti sobre o
Pois bem, eu estarei por lá
no próximo domingo,
na primeira edição do projeto.
Por enquanto só o que posso dizer
é que estamos trabalhando muito,
sob a coordenação da querida Edith Modesto,
para fazermos um evento acolhedor
que promova a integração desses jovens.
Vou estar lá domingão,
com a minha camiseta azul do GPH
Grupo de Pais de Homossexuais,
me sentindo feliz e útil
por ajudar de alguma forma
na conscientização desses jovens.
Apareçam por lá se puderem,
independente de terem ou não
entre 13 e 23 anos.
Apenas um lembrete:
o nome que estará
no meu crachá de identificação
não será Tiago
e sim meu nome real,
que é Henrique...
Um abração !
| Escrito por Tiago Quintana às 08h50 | ![]() |
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Quem se importa ? (parte I)
Quarta-feira , 20 de Junho de 2007

Há alguns meses encontrei-me por acaso na farmácia do Hospital das Clínicas com um amigo soropositivo, que fez parte comigo e mais umas trinta ou quarenta pessoas de um projeto piloto da USP, nos longínqüos anos de 1995 e 1996, projeto coordenado à época pelo brilhante Prof. Dr. Esdras Vasconcellos, da Faculdade de Psicologia, e que contava também com o trabalho voluntário de estudantes da referida faculdade, além de psicólogos já formados e que se especializavam no trato desse perfil de pacientes. Era uma "doença" até então nova e assustadora.
O argumento desse projeto chamado Psiconeuroimunologia & Aids era de que o hiv sozinho não seria suficientemente forte para causar Aids, e que para que uma pessoa diagnosticada como soropositiva desenvolvesse essa "doença" seriam necessários outros fatores, em primeiro lugar estaria possivelmente a desnutrição ou alimentação inadequada (ao qual boa parte da população do planeta está exposta - vide África), exposição a outros fatores imunodepressores, tais como a dependência química (as pessoas não têm noção do estrago que o consumo de drogas é capaz de causar no organismo), e mútiplas infecções por outros fungos, vírus e bacterias (o que explica as razões de que em alguns a infecção evolui mais rapidamente, em geral pessoas que não tornam seu hábitos de vida mais saudáveis) e também um perfil psicológico com predominância de quadros depressivos.
O formato do projeto era bastante interessante e todos nós éramos monitorados semanalmente pelos psicólogos e estudantes, sob coordenação do professor Esdras, havia ainda uma recomendação para que mantivéssemos nosso acompanhamento com os infectologistas, e para aqueles que já fizessem uso de medicamento antiretroviral que seguissem com seus tratamentos, e quando necessário o projeto nos encaminhava para um suporte com nutricionistas.
As reuniões ocorriam sempre às segundas-feiras pela manhã, nos encontrávamos no bosque da USP, durante uma hora fazíamos atividades físicas ao ar livre, como alongamentos e caminhadas. Depois mais uma hora em um ambiente fechado bastante acolhedor, com almofadas, praticando outros exercícios respiratórios, meditação, relaxamento, onde aplicavam-se técnicas variadas que buscavam ampliar nossa sensação de bem estar.
E fechávamos com duas horas de terapia de grupo, onde conversávamos sobre situações do cotidiano que nos afligiam, minha opinião é que essas dinâmicas de grupo em geral nos trazem visões ampliadas dos horizontes humanos, é uma excelente ocasião para enxergarmos e refletirmos no outro aquilo que nos aflige, momento para rejeitarmos ou abraçarmos as angústias alheias, que no fundo são também as nossas.
Além disso cada um de nós tinha uma consulta semanal individual com um dos psicólogos...
Durante o tempo em que estivemos juntos tivemos uns poucos óbitos, e quando isso acontecia o grupo sentia junto a dor de ter alguém querido partindo por um fator que nos afligia, a todos em maior ou menor grau, cabe ressaltar que eram outros tempos, muito mais difíceis que os de hoje, pois a medicina não nos oferecia essa imensa quantidade de medicamentos que praticamente transformou a condição de soropositivos em doença crônica. Crônica para quem se cuida, pois muitos ainda estão morrendo por conta da aids.
Mas naquela época era sim uma sentença de morte muito próxima, para muitos.
O projeto não foi adiante, por falta de verbas públicas ou de patrocínio. Fizemos nossa última reunião, juramos juntos que nunca mais nos separaríamos, que jamais perderíamos o contato, mas como sempre acontece foi cada um para um lado cuidar da própria vida, aqueles com mais afinidade de fato não perderam o contato. Fizemos amigos, muitos deles a gente conseguiu manter contato, outros a gente desconhece o destino, mas parece que poucos, poucos mesmo, faleceram.
A imagem que ficou em minha mente desses profissionais que nos acompanharam é de pessoas que se importam com o bem estar do semelhante.
Mas voltando ao meu amigo, aquele que encontrei na fila da farmácia...
Ele sempre se dizia insatisfeito com a sua condição de homossexual, embora fosse sexualmente atuante, agindo algumas vezes de forma compulsiva. Acreditava que ter vindo ao mundo com essa orientação, opção, condição ou o termo que preferirem, era um castigo de Deus e que a punição maior teria sido o contágio com o hiv. Ele se sentia em profunda desarmonia com seus desejos íntimos, lutava contra um inimigo imprevisível, sem saber como agir, se entregava aos seus ímpetos e em seguida se deprimia profundamente, chorava suas angústias e desejava, do fundo do coração, ser diferente do que era.
Por muitas vezes testemunhamos suas dores, geralmente incompreendidas.
Anos depois e esse meu querido se converteu a uma igreja evangélica e aceitou, de coração, que lhe mostrassem outro caminho. Alguns vão dizer que é impossivel isso, que mais cedo ou mais tarde ele volta ao reduto... Mas essa é uma questão íntima e pessoal (como diria o nosso prefeito...) e não cabe nem a mim e nem a vocês dizerem se ele está ou não no caminho certo, é ele com ele mesmo.
Nesse encontro casual ele se mostrou feliz, sorridente, bonito e aparentemente em paz com seus novos valores.
Estava de casamento marcado para maio, fiquei de mandar email para que ele me mandasse convite, mas acabou ficando por isso mesmo. É uma pessoa querida, e como tal, só posso desejar que seja feliz trilhando o caminho que escolheu, ele me respeita, eu o respeito e é assim que a coisa deve ser. Respeito pelo próximo.
Mas por que estou contando isso? Recebi hoje cedo um mail de um querido, contando de uma das muitas igrejas que se fortalecem com as teorias de conversão... Pois há muita gente que se sente em conflito com a própria sexualidade e acho válido, mas para quem assim desejar - apoio para mudar o rumo da vida... Alguns vão escolher mudar, vão precisar de apoio nesse processo, outros vão preferir a felicidade sendo homossexuais mesmo, nem falarei sobre maiorias ou minorias. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...
| Escrito por Tiago Quintana às 09h39 | ![]() |
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Quem se importa ? (parte II)
O que me choca, o que me incomoda, é a obsessão de alguns lideres religiosos em tentarem converter a sociedade, apegando-se à bíblia - que é um livro escrito por homens, para homens, declamado fervorosamente por homens que se julgam acima de Deus, passível portanto de erros e interpretações equivocadas.
A forma como se incomodam com os demais, que também têm direito de amar, de buscarem sua felicidade, de encontrarem seus caminhos, cada um de uma forma peculiar, é insana, é doente. Esses lideres é que precisam de tratamento, e não há, nesses casos, tratamento melhor que responderem na justiça pelos seus atos discriminatórios.
Isso é o que eu chamaria de pessoas infelizes que pregam o ódio e a intolerância, pessoas que se incomodam com a vida alheia. Podem fazer seus trabalhos, mas dentro de suas igrejas, para aqueles que ali adentrarem pedindo apoio, jamais fazerem pregação fora de seus domínios, a bem da liberdade de expressão. Esses seres não possuem o direito de dizerem quem é normal, quem é anormal. Manifestem externamente a sua fé, ofereçam à sociedade seu trabalho(?), mas não nos apontem o dedo.
E esse grupo já está sendo acionado judicialmente, o Ministério da Saúde solicitou intervenção federal do Conselho Nacional contra Discriminação, órgão do Ministério da Justiça, para impedir que essa ação lesiva à sociedade seja levada adiante e tome proporções de uma cruzada anti-gay, o que já vem acontecendo em alguns países mundo afora, quem acompanha os boletins aqui no MixBrasil sabe bem o que anda acontecendo em Israel, na Rússia, no leste europeu...
O pedido foi feito pelo GAV - Grupo de Apoio à Vida, grupo de militância na região nordeste do país.
Vamos aguardar para ver no que vai dar...

E eis uma parte do texto por eles divulgado:
Caso sejam aprovados esses projetos vão subtrair garantias contidas na Constituição Federal, transformando nosso país numa espécie de "ditadura gay", onde será proibido qualquer tipo de critica a orientação homossexual...
Para quem quiser saber mais sobre esse grupo religioso homofóbico (mas eu não recomendo, siga por sua conta e risco...)
http://www.conscienciacrista.org.br/novo/geral/chamada1.php
É um compêndio de absurdos...
Um forte abraço, fiquem com Deus.
(mas com aquele que não te julga...)
| Escrito por Tiago Quintana às 09h35 | ![]() |
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Amigos e.leitores
Sexta-feira , 15 de Junho de 2007
Olá amigos,
Na semana passada eu completei um ano de blogueiro aqui no MixBrasil... Parabéns para mim (que não perdi o pique - afinal em um blog há que manter a regularidade das inserções) e principalmente parabéns para você (que continua aparecendo regularmente por aqui, lendo meus textos e se manifestando livremente, seja favorável ou seja contrário ao que eu escrevo...).
E aproveitei que ontem estava com o dia tranquilo para dar uma organizada nos textos mais antigos. Se você olhar na coluna central da página verá que todos os textos publicados estão relacionados, tanto os escritos de junho de 2006 até março de 2007, com aquele editor padrão do MixBrasil, quanto os de agora com esse editor genérico de blogs.
Essa ferramenta nova - um editor de blogs fornecido pelo UOL - oferece mais recursos que a ferramenta anterior, aqui ficou mais fácil a interação com os "amigos e.leitores", é bem simples administrar os comentários recebidos, que eu só libero após ler e comentar, um por um... Na ferramenta anterior, como eu não trabalho na redação do MixBrasil (escrevo como colaborador), a liberação dos comentários era feita pelos jornalistas da redação e a meu pedido poderiam ser liberados sem restrições, exceto aqueles que não respeitassem as regras mínimas de bom senso e educação...
Nessa nova ferramenta eu mesmo leio e libero as considerações aqui em casa, e até o momento não bloqueei nenhum comentário, mesmo quando discordava ou era provocado de forma pouco inteligente, por achar que em nenhum deles me faltaram com o básico: respeito.
Estava revendo textos antigos, relendo os comentários e cadastrando os endereços eletrônicos, encontrei várias considerações interessantes, senti falta de alguns amigos que sumiram... Mas normal, pois esse é um espaço dinâmico em constantes mudanças e mais cedo ou mais tarde esses queridos reaparecem.
E eu classificaria os comentários de quatro formas: algumas vezes recebo elogios tão vazios que até soariam como bajulação, mas essa seria uma interpretação minha, pessoal, e poderia ser equivocada, pois que direito pretensioso teria eu em dizer que estou sendo bajulado? Sou um "heteranônimo.com", como tantos outros nessa rede imensa...
Outros elogios são gratificantes, por serem provavelmente um grande, um profundo agradecimento pelas coisas que escrevo naturalmente e que levam os amigos leitores à reflexão, e muito me alegram esses retornos.
Eu também leio outros blogs e sei como uma frase perdida num texto pode repercutir em nossas vidas e sentimentos, e sobretudo me alegro e me felicito quando pessoas mais jovens lêem algo e tomam uma consciência que eu não tive anos atrás, principalmente na coisa do "safer sex"...
Não me canso de bater na tecla da camisinha e redução de parceiros, na coisa da sexualidade saudável que infelizmente não assimilei quando era mais jovem e me entregava aos ímpetos de um adolescente, sem medir as consequências.
Outras vezes as críticas, mesmo agressivas, são tão pertinentes que me deixam tonto, tenho que parar para respirar e tomar fôlego antes de escrever, pois desconfortavelmente tocaram no ponto exato e nem sempre a gente está disposto a pensar sobre certos assuntos...
Isso faz aumentar a minha admiração por vocês, que aparecem aqui e me provocam de forma inteligente.
Mas também vem alguma agressão gratuita, de gente que não sabe interpretar um texto sem se vitimizar e reage agredindo, especialmente quando eu brinco com assuntos que não precisam ser, necessariamente, sérios. Felizmente essas agressões são a minoria, e geralmente escritas pelo sub do vice do sub do assessor de porra nenhuma, por gente mandada que não pensa sozinho e prefere tomar as dores do "patrão" da mesa ao lado...
Tenho uma certa jocosidade na personalidade, gosto da provocação mesmo, mas há uma militância ressentida que não pode ouvir críticas ou deboches, pois teme perder as mamatas que a militância oferece (e são muitas...) e como também sou humano e tenho meus dias de mau humor, por vezes acabo sendo injusto em alguma resposta que dou... Sem contar aqueles que tomam as dores alheias, por pura inveja e falta de competência, gente que tentou ser alguém algum dia e não passou nos testes de qualidade...
Mas beleza, foi pra conta...
Escrever por aqui tem sido uma grande alegria, aos poucos a gente vai criando vínculos com pessoas que, como disse, estão ombro a ombro comigo, nem mais e nem menos, que erram, que acertam, que podem ser justas ou injustas em determinadas situações. Eu gosto da vizinhança, dos textos que meus blogbrothers escrevem, mesmo quando tratam de assuntos que eu não me interesso ou os quais ignoro, mas ainda assim leio. Alguns eu gosto mais, outros eu gosto menos, mas acho que o time de blogueiros e pensateiros é bacana e atende a vários públicos.
E assim vamos criando vínculos afetivos e intelectuais, nos fortalecendo nas coisas bacanas que estamos aprendendo juntos, afinal esse é o grande exercício: a coisa do relacionar-se e aprender com os outros.
E para fechar, agora cedo fui presenteado com o texto de um amigo e.leitor, e que divido com vocês.
Um forte abraço, excelente final de semana.
E fiquem com Deus no coração, sempre.

Eis o texto:
"Uma vez, quis ser eu mesmo.
Chorei, solucei, balbuciei, sorri.
Não me importava mais quem me fazia, Eu me dei para mim naquele dia.
Era eu, ao menos uma vez.
Queria morrer, muito embora já estivesse morto.
Resolvi viver então.
E conheci alguém muito interessante que se chamava...Eu !
Ao ver Eu, ali na minha frente ou dentro de mim, sei lá, quis cumprimentá-lo, mas estava tímido.
Eu me olhava profundamente. Em silêncio.
Seus olhos, muito parecidos com os meus, mas que pela profundidade com que me olhavam tinha certeza que não me pertenciam, me olhavam em recriminação.
Tristes, grandes, esbugalhados, sem paixão.
Me tremia todo, diante de Eu tão bonito, tão sério, elegante e simpático.
Minha fala emudecida, meu olhar condenador e Eu olhava para mim, como jamais fizera antes.
Não nos dissemos nada, apenas nos entreolhamos.
Em silêncio.
Dois corpos trêmulos e estranhos.
Quando quis ser eu mesmo, vi que Eu não morava em mim!"
Autor.: Luizinho Brito
Quer ler mais? www.luizinhobrito.blogspot.com
O blog fala basicamente de política, e o que vale mesmo são as poesias de sua autoria, como a aqui reproduzida. Vale a leitura, especialmente dos textos "Assimetria", "Buraco de desejos" e "Viajante", que foi seu texto de abertura do blog. O autor atesta que o blog está mudando sua inclinação inicial da tratar de política, vamos aguardar.
| Escrito por Tiago Quintana às 07h45 | ![]() |
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Vamos voar ?
Quinta-feira , 14 de Junho de 2007

Quer uma carona ?
| Escrito por Tiago Quintana às 13h46 | ![]() |
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Você acredita?
Terça-feira , 12 de Junho de 2007

Vejam que interessante:
- 86% dos católicos defendem que as decisões do legislativo e do judiciário devam ser baseadas na diversidade de opiniões e não em idéias religiosas...
- 93% dos católicos acham que o serviço de saúde deve atender as mulheres que tenham problemas de saúde acarretados por aborto...
- 97% dos católicos acham que o governo deve promover o uso de preservativos para combater a aids...
- 86% dos católicos são favoráveis ao uso de contraceptivos...
Trata-se de uma Pesquisa de Opinião, realizada pelo IBOPE em fevereiro de 2005, aqui no Brasil, a pedido de algumas ONG's que trabalham a conscientização da aids, direito ao aborto e outras questões que sempre que levantadas geram polêmica...
Algumas dessas ONG's são ligadas à Igreja Católica...
Na época o papa João Paulo II (supostamente menos retrógrado que o atual, e cujas ações no meu humilde entendimento serviram para atenuar diferenças históricas entre povos...), agonizava em seu leito de morte...
Será que uma nova pesquisa hoje, com a igreja sob a tutela de Bento Ratzinger, apresentaria índices tão elevados de consciência e de respeito às questões da individualidade?
E será que dá para confiar em pesquisas?
www.articulacaodemulheres.org.br
Não arrisco um palpite, mas estou mandando email para essas ONG's sugerindo que refaçam essa pesquisa.
E, para não passar batido: Feliz Dia dos Namorados!
(snif, snif, snif... Mais um ano que passo esse dia só...)
| Escrito por Tiago Quintana às 13h55 | ![]() |
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Pós micareta... (parte I)
Segunda-feira , 11 de Junho de 2007
Bom dia amigos,
O texto abaixo NÃO é de minha autoria, recebi de um amigo virtual muito querido, muito mesmo, a princípio não sabia se havia sido escrito por ele ou se transcrito de algum filme, de algum livro, pois o rapaz é bastante sensível e inteligente, tanto para criar um texto dessa natureza como para percebê-lo em meio a tantas coisas que aparecem em nossas vidas a todo instante.
Tomei a liberdade de divulgar, mesmo sem autorização prévia, e ele há pouco me confirmou que é de sua autoria, foi escrito a pedido de seu terapeuta, após uma sessão daquelas... Muito lindo, vale a reflexão.
Vocês já sabem que a minha segunda-feira é corrida, mas vou dizer rapidinho que tive um feriado maravilhoso, que começou na quinta com a Feira Cultural GLBT lá no Anhangabau, fui voluntário no estande do GPH - Grupo de Pais de Homossexuais, da querida Edith Modesto. Tarefa árdua, cansativa, pois estive em atividade das 10hs as 22hs, tudo bem que dei umas escapadas para os filmes no OLIDO, mas também recompensadora, gratificante e uma forma de contribuir para um mundo melhor.
Fora também a gratidão com a Edith Modesto, um exemplo para todos nós, pelo seu trabalho exemplar. Uma mulher cativante, que nos seus quase 70 anos de idade, abraçou a causa da homossexualidade em amor ao seu filho Marcello e vem aproximando pais e filhos, muitas vezes afastados por conta de conflitos que muitos de nós conhecemos.
E no evento, finalmente conheci um menino lindo aqui de Sampa (da Moóca, ô meu...) com o qual há tempos mantinha uma relação virtual - um abraço apertado, um sorriso maroto e mais um amigo para essa jornada - pena que uma crise de sinusite o levou à nocaute e não deu para ficar mais tempo juntos.
Na sexta à tarde outro fofo (agora do sul, tchê), amigo até então também virtual, e longas conversas que se prolongaram agradavelmente por quase 8 horas, sábado na 25 de março fazendo compras (programa de índio, digamos...), novo encontro com o gaúcho querido, uma festa junina ótima com ele e outras pessoas bacanas, numa casa lindíssima num bairro próximo ao meu.
E no domingo a micareta com dois queridões que vieram do Rio prestigiar o nosso ato político(?).
Dias de muita troca de boas vibrações com pessoas que entraram em minha vida pelas fibras óticas, e que desejo muito conhecer mais à cada dia.
Agora melhor parar de escrever e ir para a academia, senão não dá tempo de fazer tudo que tenho que fazer pela manhã.
Uma excelente semana para todos.
Um forte abraço, fiquem com Deus.

E eis o texto:
"Não tenho pressa em descobrir quem sou.
Aceito o inaceitável.
Aceito que estou em um novo lugar sem qualquer direção.
Não tento saber nada. Não tento fazer nada.
Permaneço aberto e indefinido, sem etiquetas, sem limites.
Permaneço em meu coração.
Isso faz muito bem pra mim!
Pois isto é uma das definições de esclarecimento.
Se preciso saber algo, olho para tudo o que não é.
Olho seriamente ao meu redor e começo a arrumar a desordem.
Passo por cima de todas as coisas e destruo todos os destroços que não fazem mais sentido.
É melhor estar vazio e verdadeiro comigo mesmo a continuar a desordem do passado.
Liberto-me de todas as obrigações em minha vida que estão baseadas na culpa, nos velhos padrões, ou em qualquer coisa que suponho.
Desprendo-me e afino minha vida até que ela seja real, sem máscaras, sem compromissos.
Vou em frente, sou implacável e inflexível.
Sinto-me forte para desatar os embaraços que me mantêm preso na Dualidade.
Logo começo a lançar meus velhos julgamentos e suposições.
Todos eles baseados no antigo sistema de realidade que estou deixando para trás.
Não me permito ser limitado de modo algum.
Perdôo todo mundo que alguma vez me feriu; esqueço todas as minhas experiências passadas e, o mais importante, me perdôo.
Aprendi a falar quando tenho algo a dizer e a calar-me quando não tenho.
Purgo todas essas trivialidades para fora, essas coisas que realmente não são verdadeiras.
Sou real quando falo.
Conversas tolas e desastrosas, ou simplesmente tagarelas, sujam a mente e gastam minha energia.
Dou a mim bastante tempo livre para estar aberto, vazio e quieto, isto é, para entrar profundamente em meu ser, em meu EU e sentir mais o invisível.
Gasto tanto tempo quanto possível com a natureza, contemplando as variações do tempo, o céu, as árvores, as montanhas e o comportamento da vida.
Isso me traz maravilhosas revelações.
Não tenho medo algum em não saber.
Não tenho que saber demonstrar tudo o tempo todo.
Nenhum de nós tem todas as respostas.
Estou no território do grande Desconhecido.
Por que Desconhecido?
Porque neste momento não é conhecível.
Assim, é cômodo não saber quem sou, onde estou e para onde vou.
Preciso esquecer, de qualquer maneira, a maior parte de tudo o que aprendi.
Me volto para o conhecer e o sentir.
Penso com meu coração - O Único Coração.
Permito ao mais puro e verdadeiro Amor conduzir-me a cada dia.
O estar vazio me liberta para o sentir e o saber.
Esvaziar a sujeira da mente me dá uma tremenda sensação de liberdade.
É isso aí! Já não me lembro mais de todos os números de telefone ou dos nomes de conhecidos, apenas deixo que o passado se vá.
Deixo minha própria história pessoal desaparecer.
Isso serve para me tornar mais verdadeiro comigo mesmo.
Aceito o que fui e o que ainda não sou.
Posso ser o Grande Ser que inerentemente sou.
Simplesmente SOU REAL, não importa qual seja o problema, eu mergulho na GRANDE VIDA!...
É, acho que estou preparado, me desfiz de todos os fantasmas e sigo por um caminho que será melhor...
Agora é perceber qual o caminho real...."
Autor.: MARCELINO ALVES
| Escrito por Tiago Quintana às 09h18 | ![]() |
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Dicas do Tiago+
Segunda-feira , 04 de Junho de 2007

Arte: PARALELO ZERO - www.paralelozero.com
Olá Amigos,
O pessoal da redação do MixBrasil elaborou um GUIA com uma série de roteiros para quem vem à Sampa para a próxima micareta paulistana, ou melhor, corrigindo e sendo politicamente correto pois o pessoal da organização do evento não gosta que chamem a festa, que é política sim senhor, de micareta... Então voltando, um guia com dicas para quem vem para a próxima edição da Parada GAY na cidade de São Paulo... Tá bom assim?
Também o pessoal da redação da G OnLine elaborou um resumão do que acontece por aqui, está separado por dia do evento, abrindo na quarta-feira e encerrando no domingão. Bem completo, por sinal...
Vale a pena conferir, tem dicas para quem curte a noite, para quem curte o dia, para quem está no barato de um açougue e por aí vai... Dicas para meninos, para meninas, para ursos, para trans, para as bees intelectuais e se alguém não se achar em tribo alguma a culpa não é deles que se empenharam em fazer o melhor...
Se oriente, afinal uma cidade desse tamanho há de abrigar todas as tendências...
Alguns endereços podem estar errados, é impossível acompanhar a rapidez com que as coisas acontecem nessa cidade, tem estabelecimento que é fechado numa semana pela vigilância sanitária, pelo Contru ou pelos bombeiros, mas basta subornar a pessoa certa que ele abre na semana seguinte com todas as irregularidades devidamente escondidas debaixo do tapete...
Caso se perca aqui em Sampa, não tenha medo, não é nada que não se resolva perguntando para a "bee" mais próxima se aquela portinha com cheirinho de limpeza é uma sauna ou uma casa de artigos de umbanda, ou ainda se aquele som alto é de uma festa gay ou de uma igreja evangélica...
Torça apenas para que a "bee" mais próxima não tenha vindo de Santana de Parnaíba, Goianésia ou Ipapipoca e esteja mais perdida que você... Encontre a sua tribo e seja feliz...
Mas como eu gosto desde sempre de dar sugestões até para o cardápio da Santa Ceia, aqui vão algumas dicas de um cidadão do mundo 100% paulistano para quem chega na cidade antes da parada...
Lápis e papel na mão,
anotem as minhas dicas...
* A cidade é muito grande e os programas durante o dia estão concentrados no centrão. Ou seja, vá de metrô ou ônibus até o centro, dá para ir à pé de um lado pro outro, aproveitando para descobrir a cidade que está com praticamente zero de poluição visual, dá para apreciar a arquitetura e concluir que Sampa não é tão cinza quanto alguns insistem em dizer.
* Na medida do possível eu vou assistir os filmes em exibição na Galeria OLIDO, que fica no Largo do Paissandú, no caminho entre o Vale do Anhangabaú e o Largo do Arouche, próximo ao Metrô São Bento ou República. Tenho uma ligação afetiva antiga com essa sala, onde assisti diversos filmes nos anos 80, quando era ainda um adolescente... As exibições devem ser gratuitas e começam às 12hs, ocupando a tarde toda, de terça à sábado.
* Na quinta-feira vou estar na Feira Cultural GLBT, ou Feira do Arouche, que na realidade será no Vale do Anhangabaú, por conta do espaço mais amplo e para não encrencar ainda mais o trânsito... Na edição do ano passado eram 90 mil pessoas, esse ano tende a aumentar. Estarei na barraquinha do GPH - Grupo de Pais de Homos, a convite da minha amiga Edith Modesto, devo ficar boa parte do dia por lá, como o Cine OLIDO é próximo consigo encaixar os horários com os demais voluntários.
* A cidade oferece muita opção de saunas e clubes de sexo, mas como saber quais valem a pena? Muitos, principalmente os do centro, são sujos e decadentes, cheiram mal e a freqüência não é das melhores, alguns servem de hotel para a população de rua, dá para imaginar que alguns locais cobram R$ 5 de entrada e ficam abertos 24hs, 7 dias por semana, praticamente sem limpeza alguma? Quando muito varrem e jogam um desinfetante barato, isso é o mais comum... Fuja desses muquifos... Minha sugestão: a Termas For Friends (metrô Ana Rosa), a Termas WILD (metrô Marechal) e Termas LE ROUGE 80 (metrô Clínicas) que passaram por reformas recentes, são mantidas limpas e possuem uma clientela bacana.
* Opções para alimentação não faltam, muitos restaurantes por peso, muitas churrascarias e tem para todos os gostos... Como eu sigo uma dieta vegetariana, as dicas são o NUTRISOM (viaduto nove de julho, 160 sobreloja - tel. 3255-4263 - Buffet completo a R$ 14,50 durante a semana das 11hs as 15hs e R$ 16,40 no domingo das 11hs as 16h30 - fecha sábado), o APFEL (calçadão da Dom José de Barros, 99 sobreloja - esquina com Barão de Itapetininga, tel. 3256.7909 - Buffet completo a R$ 14,00 durante a semana das 11hs as 15hs e domingo das 11hs as 16h00 - fecha domingo). Dificil dizer qual o melhor!
* No sábado há a bastante simpatizante Feira da Liberdade (metrô Liberdade), bairro oriental tradicional, com muita opção boa de comida típica em barraquinhas, vale a pena conferir e gastar pouco, além de levar presentinhos para os amigos que não vieram para Sampa. No domingo a ainda mais simpatizante Feira da República (metrô República) com arte e comida variada, oriental, baiana e muitos doces.
Procure no domingo pela barraca da Norma, uma doceira de mão cheia e bastante simpática, é fácil de reconhecê-la pela bandeirinha do arco-íris na barraca e por ser a mais freqüentada pela galera gay. Das 10hs as 17hs, os doces são imperdíveis e tem uma promoção permanente, pague um e leve dois, R$ 3, difícil é saber qual o melhor... Minha sugestão? Quindim e bolo-pudim de laranja... Possivelmente no domingo muita gente coloque uma bandeirinha gay para fazer uma média, mas pergunte pela Norma que é famosa na comunidade e fale que foi indicação minha, peça a promoção VIP - leve três e pague um... Na realidade ela monta um pratinho com uma amostra menor de três doces e se farte que é para ter energia para fazer o circuito da parada.
E boa sorte nessa minha cidade linda!
| Escrito por Tiago Quintana às 19h52 | ![]() |
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