BLOGS: Tiago Quintana (Heterônimo+)

Clarícias...

Domingo , 30 de Setembro de 2007

Perdoar é Verbo.

Transitivo direto, transitivo indireto e intransitivo.

 

 

 

 

 

Regras gramaticais e licenças poéticas à parte, poucas coisas dão ares mais pretensiosos e arrogantes a um ser humano que acredita ter o poder de perdoar alguém. Raras são as situações mais humilhantes que aquelas em que se acha necessário pedir perdão a alguém, mais raras ainda as mais constrangedoras que ouvir um pedido de perdão de quem se arrepende daquilo que fez. E seguindo nessa lógica que para você pode ser torta, e talvez seja torta mesmo, nada mais libertador que perdoar a si mesmo pelas merdas que se faz na vida.

 

Perdoar-se. Apenas perdoar a si mesmo. Redundância?

 

Não cabe mesmo perdoar as falhas alheias, todos falhamos em gravidades maiores ou menores, com maior ou menor freqüência. Basta tolerá-las ou, mais que isso, compreendê-las. Compreender que todos somos imperfeitos, que temos as nossas expectativas pessoais e respeitar as circunstâncias alheias. Abrir mão dos julgamentos e entender o que é a tal compaixão. 

 

Eu não falo aqui de caráter, de índole. 

Não me atrevo nesse instante a isso.

 

Menos ainda cabe se humilhar por perdão. É fazer feder mais a merda que já fede o suficiente. Já foi, está feito. Apresente seus argumentos, suas justificativas, respeitando suas imperfeições. Abaixe a cabeça se ficar difícil encarar o outro. Quando muito, peça desculpas e diga que se arrependeu. Respeite suas fraquezas, seja forte o suficiente para isso. Mas o faça com coragem e com o coração aberto, sem temores. Respeitando, acima de tudo, as suas dores. Que podem ser maiores que o fato em si.

 

E se perdoe, se for o caso. E busque não repetir o mesmo erro. Por você, acima de tudo. Pelo seu bem estar, por respeito a sua história, por amor a si mesmo. Pelo bem da sua auto-estima fragilizada. Por amor aos outros, por amor a todos os outros seres. Se lembrando que amanhã será um novo dia, que a vida tem fases, que a vida tem ciclos e dias melhores chegarão. Cresça com a crise, não a torne maior que a sua existência.

 

Minha memória não é das melhores para alguns assuntos. Crises de relacionamento eu me lembro que tive, aos montes, mas por sorte apago detalhes da memória, ao menos os detalhes que considero estarem atrelados ao estresse daquele momento. Melhor assim. Pois na hora da crise a gente fala um monte de coisa que poderia ter sido deixada de lado.

 

E não me recordo de algum dia ter pedido perdão.

Nem de ter perdoado alguém.

 

Mas me recordo, claramente, de uma ocasião constrangedora em que um namorado me pediu, aos prantos, que eu o perdoasse. E eu falei, aos berros histéricos que enfim afloravam do meu emocional com vocação para lord irlandês, que bastava que ele se perdoasse e não agisse de novo daquela maneira. Que guardasse aquele aprendizado para a sua próxima relação, pois a nossa se encerrava naquele instante.

 

Isso foi há uns sete anos, ao final conturbado de uma relação que foi linda, muito linda de verdade quase verdadeira e na qual eu acreditei no âmago do meu ser que deseja ser feliz, ao desmoronar de um castelo de areia que construímos com muito amor durante mais de três anos. Naquele instante em que a gente sabe que não dá mais, que romance de longa data não é título de nobreza, não há de ser para sempre mesmo e não há razão para perpetuar algumas diferenças.

 

Foi traição sim. Uma série delas que apareceram em um único lote. Traição compulsiva, traição viciosa de quem não tem respeito pelo outro, daquelas ligadas à auto-afirmação de uma personalidade fraca, e não ligadas a instantes de fraqueza ou tesão de momento, a flertes arrebatadores aos quais todos estamos vulneráveis, de alguma forma.

 

Ele argumentava que me traia pois eu sempre dei liberdade e dizia não me importar. Eu rebatia que a liberdade é inerente a todos nós, que eu nunca dei nada que ele não tivesse de fato. Ele dizia que se soubesse que eu me incomodaria não teria traído. E eu dizia não aceitar as inúmeras insinuações de que eu aprontava, que eu era infiel, pois sempre agi da forma como gostaria que ele agisse comigo. E pronto. Foram inúmeras as vezes em que fui acusado de traição pelo simples fato dele não acreditar que eu estava trabalhando, ou que estava com amigos num chopp após o trabalho. Cada ligação, em casa, de alguém que ele não conhecesse era motivo para longos interrogatórios, insinuações deselegantes, suposições desrespeitosas e isso me cansou, ao extremo.

 

E depois de se humilhar por perdão, derrotado pelas próprias fraquezas, ele me disse que jamais me perdoaria por estar sendo tão cruel, tão intolerante. Eu não argumentei mais, não cabia mais palavra alguma. O sangue já havia fervido, já havia transbordado e todas as besteiras desnecessárias sido ditas. Instante de calar.

 

Nos vimos mais duas ou três vezes e não nos olhamos. Uma pessoa que nos conhecia e não sabia da história queria nos apresentar, alegando que nós formaríamos um casal perfeito, que éramos feitos um para o outro. A situação foi bastante desagradável, mas a garota tinha razão: nos formamos um casal perfeito, fomos feitos um para o outro, fomos um exemplo para os amigos... Mas isso já era passado, já estávamos desfeitos um do outro. Eu sei que errei, e muito, mas já me perdoei por isso. Lamento ter permitido a alguém usufruir da própria liberdade sem avaliarmos que haveria limites, lamento ter sido tão paternalista e abraçado dores que não eram minhas. Confiei no meu bom senso, apenas. Mas o meu bom senso não é alheio, não é contagioso.

 

Tenho buscado errar menos, ser mais franco, mais honesto e não alimentar as inseguranças alheias. Acho melhor assim, não cobro nada, aceito receber e agradeço o que a Vida me oferta. Isso por vezes assusta. Mas é melhor assim, me sinto mais honesto comigo, mais honesto com os outros.

 

A sincronicidade há de colocar alguém em meu caminho que pense dessa forma, que tenha uma visão mais madura de relacionamento. Alguém que persevere, com respeito e muito carinho. Ainda acredito em relações românticas, beijos trocados na escada, sessão dvd embaixo de um edredon, rosas brancas em um buquê e bolos de aniversário embrulhados em papel celofane vermelho com laço azul.

 

Ainda acredito em alguém que esteja em paz com a própria realidade e compreenda que há um abismo intransponível que separa a liberdade da libertinagem. Alguém que entenda, como eu penso entender, qual é a diferença enorme entre auto-estima e auto-afirmação.

 

Infelizmente, não soubemos naquela época nos compreender e muito menos aceitar as nossas incompreensões. Eu guardei comigo o aprendizado. Ainda que bastante dolorido me ajudou a me tornar o homem que sou hoje.

 

 

"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava.

Não sabia que, somando as incompreensões

é que se ama verdadeiramente."

 

Clarice Lispector


Escrito por Tiago Quintana às 17h58

...

Quinta-feira , 27 de Setembro de 2007

Clarice Lispector diz que às vezes é preciso não perdoar...

 


Escrito por Tiago Quintana às 14h57

O medo.

Quarta-feira , 26 de Setembro de 2007

 

 

Uma vez eu recebi de alguém o texto que reproduzo logo a seguir, achei bacana e fui pesquisar quem era Rudolf Steiner. Evidente que com as facilidades de hoje acabei encontrando muito texto inspirador atribuído a ele, ilustre desconhecido junto a tantos outros ilustres desconhecidos dessas nossas gerações, o que é lamentável. Ainda assim não cabe nesse espaço ficar resumindo sua biografia, fazendo minhas análises mirabolantes e chatas, basta um click no Google para que você consiga as mesmas informações que eu, talvez consiga até mais se tiver domínio de outros idiomas além dos que eu tenho, se é que eu tenho domínio de alguma coisa... Me aventuro com certa desenvoltura no inglês e espanhol, no português, o que acho pouco, muito pouco. Queria mais. Sempre quero mais. Mas nem é esse o ponto.

 

Nem é o ponto também dizer que eu acredito, mesmo, nisso tudo que ele diz no texto que selecionei. Eu também não aceito a submissão ao medo, embora tenha que reconhecer, assim como Clarice Lispector, outra insana infeliz que eu adoro, que é do medo, mais do que qualquer outro sentimento, que tiro forças para seguir na árdua batalha dessa vida.

 

Eu não falo do medo que paralisa, evidentemente, pois lutar contra esse medo absoluto é algo de que tenho realmente um medo absurdo que quase me trava, eu falo apenas daquele medo medinho, aquele medo mediano que dá a pitada necessária ao viver, que dá aquele friozinho na barriga e também o fôlego, obtido após um profundo respirar e oxigenar as células, para enfrentar as barbáries do cotidiano.

 

Ultimamente tenho tido medo de pessoas.

Sobretudo tenho tido medo de mim mesmo.

Das minhas reações, mais que das minhas ações.

Pois quanto às ações a gente pode se policiar.

 

Mas policiar-se nas possíveis reações, é criar o roteiro exato do que não se deseja fazer, sabendo ser o que faremos, muito provavelmente. Acho que fui claro, mas redundante que sou vou prolongar-me nesse parágrafo exemplificando que a gente se prepara para uma situação pensando: "Se eu ouvir isso ou aquilo eu não posso xingar, dar espetáculo, quebrar tudo, tenho que manter a calma...", sabendo que à simples menção da primeira palavra imaginada o enredo se desenrola em nossa mente e a gente, literalmente, desce do tamanquinho e roda a baiana... Está feita a besteira.

 

Relacionar-se é um exercício de crescimento, tenho um amigo que diz insistentemente que as crises são "material de escola, lição de casa" e outro que fala que "tudo é para meu crescimento espiritual, há alguma razão para eu estar passando por isso, vivenciando essa situação". E uma outra que diz que "a gente atrai certas energias, vibra em certa freqüência, tem que mudar a sintonia para não repetir o stress".

 

O fato é que isso tudo cansa, pela quantidade de vezes que uma mesma matéria tem que ser estudada.

 

Em algumas delas eu fiquei de segunda época, fiz a dependência e temo ser jubilado. Muitas vezes eu me deparo com a sensação de já ter visto aquela cena, muda o cenário, mudam os personagens, muda a época, mas o texto é praticamente o mesmo.

 

E tem um outro pensamento que eu gosto muito que diz que "tudo aquilo que você tiver medo, medo de verdade que aconteça, haverá de acontecer para a sua evolução, para o seu crescimento, tudo é para melhor...". E eu tenho sido testemunha do quanto real é essa colocação, historicamente todos os meus temores têm se transformado em fatos, mais cedo ou mais tarde eu acabo tendo que enfrentá-los. 

 

Mas me sinto cansado, muitas vezes sem tesão para a mesma ladainha.

 

Eis o texto:

 

 

"Nego submeter-me ao medo,
Que tira a alegria de minha liberdade,
Que não me deixa arriscar nada,
Que me torna pequeno e mesquinho,
Que me amarra,
Que não me deixa ser direto e franco,
Que me persegue,
Que ocupa negativamente a minha imaginação,
Que sempre pinta visões sombrias.
No entanto, não quero levantar barricadas, por medo do medo...
Eu quero viver, não quero encerrar-me.
Não quero ser amigável por medo de ser sincero.
Quero pisar firme porque estou seguro.
E não porque encobri meu medo.
E quando "me calo", quero fazê-lo por amor.
E não por temer as conseqüências das minhas palavras.
Não quero acreditar em algo só por medo de acreditar.
Não quero filosofar por medo de que algo possa atingir-me de perto.
Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.
Não quero impor algo aos outros, pelo medo de que possam também impor algo a mim.
Por medo de errar não quero tornar-me inativo.
Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável, por medo de não me sentir seguro no novo.
Não quero fazer-me de importante porque tenho medo de que senão poderia ser ignorado.
Por convicção e amor quero fazer o que faço e deixar de fazer o que deixo de fazer.
Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor...
E quero crer no reino que existe em MIM...!"

(Rudolf Steiner)

 

Um forte abraço, fiquem com Deus...

 

 

(Mel, minha querida, você tem razão... Ando meio melancólico mesmo, mas está passando...)


Escrito por Tiago Quintana às 21h38

For the feet...

Sexta-feira , 21 de Setembro de 2007

 

Mira bien
Todo va mal y todo esta al revés
Y talvez no haya una segunda vez
Para mirar las rosas rojas del edén
Mira bien
Que se abre el suelo bajo nuestros pies
Y caerás no importa donde estés
Sobre las ruinas de la torre de babel

De nuestro trato ya no queda nada
No te hemos dado lo que tú esperabas
Roto el corazón, ahora sangra de dolor
Por timonel un grupo de invidentes
Que se ha encallado en este mar de gente
Nada importa ya, nada tiene su lugar

Se pueden respirar
Tanta desolación
De lágrimas al viento
Y va una cruz en medio de la procesión

Mira bien
Todo va mal y todo esta al revés
Y talvez no haya una segunda vez
Para mirar las rosas rojas del edén
Mira bien
Que se abre el suelo bajo nuestros pies
Y caerás no importa donde estés
Sobre las ruinas de la torre de babel

(es necesario que te hable del tema, están pasando problemas, o te salvas o te condenas,
Algunos en el alcohol ahogan las penas, otros en el barrio se destrozan las venas,
Rema, o el barco se te quema, yo veo sangre en la escena,
Yo que tu acepto a Jesucristo y me pongo el emblema, me recojo y cambio el sistema)

Ciegos, estupidos e indiferentes
Masa febril de ricos e indigentes
Pasto de cortar, que no sabe a donde va
Somos fichas de un ajedrez siniestro
Para apostar en pleno a nuestros muertos
Juego de poder, sembrar fuego por doquier

Los hombres de razón
Especie en extinción
A muerto la conciencia
Y solo queda el eco de la decepción

Agúzate que se te acaba el tiempo
De abrir los ojos antes del abismo
Te da lo mismo, mi sufrimiento
Porque eres prisionero de tu egoísmo
No des la espalda al llanto de la gente
Que lo que mata es ser indiferente
No des la vuelta, a la tormenta
Porque al final serás quien pague la cuenta

Quiero, cielo transparente, en el mundo entero

( a veces sufrir, te enseña a vivir, deja de fingir, no esperes a morir,
En esta selva de cemento hay que resistir, empieza a brindar para recibir,
Mira bien, que vas a hacer, se vive en guerra, hablo por mi tierra no quiero verla caer,
Mira bien, que vas a hacer, se vive en guerra, hablo por mi tierra no quiero verla caer)

Mira bien
Todo va mal y todo esta al revés
Y talvez no haya una segunda vez
Para mirar las rosas rojas del edén
Mira bien
Que se abre el suelo bajo nuestros pies
Y caerás no importa donde estés
Sobre las ruinas de la torre de babel

 


Escrito por Tiago Quintana às 22h33

For the heart...

 

Vivir tras la opresión del egoísmo,
De veras no es vivir.
Vivir sin ilusión ante el destino,
De nuestro caminar.
Vivir ante fronteras con la ley de un dios cual sea,
Para mi eso no es vivir,
Sentir que hay horizontes,
Conquistar tus emociones y cantarlas para ti.
Quiero escuchar tú palpitar,
Y descubrir un nuevo porvenir, por siempre así
Me ahogo en la verdad, desnudo un sentimiento,
Y abro mi corazón ante esta herida,
Amar es lo que quiero
Me ahoga esta verdad, si sientes lo que siento,
Abre tu corazón, cura la herida,
Amar es el remedio
Vivir bajo un incierto paraíso,
De veras no es vivir,
La fuerza de expresar mis sentimientos,
La encuentro siempre en ti
No entiendo que haya vidas,
Maltratadas por cualquiera y no puedan decidir,
No entiendo el interés de separar nuestras ideas,
Y que nos mientan por mentir
Quiero escuchar tú palpitar,
Y descubrir un nuevo porvenir, por ti y por mí
Me ahogo en la verdad, desnudo un sentimiento,
Y abro mi corazón ante esta herida,
Amar es lo que quiero
Me ahoga esta verdad, si sientes lo que siento,
Abre tu corazón, cura la herida,
Amar es el remedio
Me ahogo en la verdad, desnudo un sentimiento,
Y abro mi corazón ante esta herida,
Amar es lo que quiero
Me ahogo en la verdad, desnudo un sentimiento,
Y abro mi cVivir tras la opresión del egoísmo,
De veras no es vivir.
Vivir sin ilusión ante el destino,
De nuestro caminar.
Vivir ante fronteras con la ley de un dios cual sea,
Para mi eso no es vivir,
Sentir que hay horizontes,
Conquistar tus emociones y cantarlas para ti.
Quiero escuchar tú palpitar,
Y descubrir un nuevo porvenir, por siempre así
Me ahogo en la verdad, desnudo un sentimiento,
Y abro mi corazón ante esta herida,
Amar es lo que quiero
Me ahoga esta verdad, si sientes lo que siento,
Abre tu corazón, cura la herida,
Amar es el remedio
Vivir bajo un incierto paraíso,
De veras no es vivir,
La fuerza de expresar mis sentimientos,
La encuentro siempre en ti
No entiendo que haya vidas,
Maltratadas por cualquiera y no puedan decidir,
No entiendo el interés de separar nuestras ideas,
Y que nos mientan por mentir
Quiero escuchar tú palpitar,
Y descubrir un nuevo porvenir, por ti y por mí
Me ahogo en la verdad, desnudo un sentimiento,
Y abro mi corazón ante esta herida,
Amar es lo que quiero
Me ahoga esta verdad, si sientes lo que siento,
Abre tu corazón, cura la herida,
Amar es el remedio
Me ahogo en la verdad, desnudo un sentimiento,
Y abro mi corazón ante esta herida,
Amar es lo que quiero
Me ahogo en la verdad, desnudo un sentimiento,
Y abro mi corazón ante esta herida,
Amar es lo que quiero
Me ahoga esta verdad, si sientes lo que siento,
Abre tu corazón, cura la herida,
Amar es el remedio
Vivir tras la opresión del egoísmo,
De veras no es vivir. orazón ante esta herida,
Amar es lo que quiero
Me ahoga esta verdad, si sientes lo que siento,
Abre tu corazón, cura la herida,
Amar es el remedio
Vivir tras la opresión del egoísmo,
De veras no es vivir.

 


Escrito por Tiago Quintana às 22h32

Nova Consciência - Edição 01

Quinta-feira , 20 de Setembro de 2007

 

 

Nova Consciência


Sensacional o evento de lançamento da Revista Nova Consciência, ontem no SESC Pompéia. Interessante encontrar pessoas conhecidas, de diversas tribos, interessadas pelo tema. Encontrei amigos peregrinos, com os quais tenho em comum o prazer pelas viagens, sobretudo aquelas feitas à pé. Encontrei músicos, artistas, atores, gente que não via há tempos, também muitos amigos estudiosos do xamanismo e religiões. Bacana mesmo!

 

Diria que foi o evento do ano, legal rever tanta gente especial. Pena que coincidiu com a festa de lançamento da Junior, outro evento que eu gostaria de ter participado. Mas é assim mesmo, tem dia que a gente não tem nada para fazer e tem dia que aparece mais de um programa legal.

 

Isso aí, mais tarde apareço aqui para escrever mais um pouco. Tem amigo reclamando que sente falta daqueles textos antigos, mas não se entristeçam que breve eu retomo.

 

Forte abraço!

Fiquem com Deus.

 


Escrito por Tiago Quintana às 10h14

Primavera

Quarta-feira , 19 de Setembro de 2007

 

 

Olá amigos,

 

Só para avisar que próximo sábado faremos a terceira edição do Correio Elegante, ou Madurões... Eu estou aqui escrevendo e dando risada ao lembrar das muitas idéias que tivemos para essa nova edição, que batizamos carinhosamente de "Festa da Primavera"...

 

Tanto eu quanto o Elcias (que é o dono do espaço) somos capricornianos, signo que as pessoas num primeiro instante associam àquela personalidade marrenta, a um humor seco e sarcástico, de poucas e ásperas palavras, permanente cara de bravo... Mas quem conhece de perto um capricorniano sabe que além disso ser verdade, verdade verdadeira, somos palhaços por natureza quando nos soltamos entre pessoas queridas, essa impressão inicial é apenas uma casca de auto-defesa.

 

Então imaginem dois capricornianos organizando uma festa... Um pensa uma coisa, o outro não concorda e muda tudo, ambos dão risada da personalidade teimosa do outro, e evoluem na idéia. Outra característica marcante do nosso signo é a facilidade de trabalhar em equipe... Ao final damos boas gargalhadas, um abraço de aprovação e ficamos felizes por enfim termos chegado a um acordo, com a certeza de que se ficou bom é culpa do outro! Somos também modestos, de uma modéstia de fazer-nos invejáveis... E sim, somos difíceis, mas somos acima de tudo doces... Agridoces...

 

Pensamos em contratar uma drag que se chamaria Vera... Nada dasquelas roupas cheias de plumas, seria uma drag caipira, recém chegada do interior, uma verdadeira retirante... Óbvio demais e as que cotamos nos pediram os tubos para ficarem a disposição por tanto tempo, ficou impossível... Depois pensamos em um piano de cauda (de cauda ou de "calda", demos muita risada) mas a locação e o transporte seriam viagem demais... Eu cheguei a sugerir que substituíssemos o piano de "calda" por um teclado, mas fui alertado que o talentoso pianista, nosso amigo, não tocaria jamais em um teclado, que até se ofenderia com tamanha indecência na proposta. E ele tem razão, se para mim qualquer trapinho vira modelão, se para mim qualquer paixão me diverte, para alguns há que ter um mínimo de estrutura. Amizade sim, mas com profissionalismo!

 

E nos bastidores já nos divertimos bastante, portanto queremos lotar a casa para contar essas e outras histórias. O esquemão continua o mesmo, integrar as pessoas num grupo que aumenta a cada edição.

 

E eu pergunto: o que você vai fazer sábado a noite? Marcou com os amigos de ir na "buate"? Vá fazer um esquenta com a gente... Esquenta não, é chill in que fala (é isso mesmo? pode me gongar a vontade...). Vai ficar em casa namorando? Que tal dar uma volta antes, ver gente bacana e dar risada, deixar a noite leve e depois sim namorar feliz? Vai sair para jantar? Pois lá tem comida boa a um preço justo! Marcou com os amigos em casa, vão ficar curtindo sem grandes pretensões? Então vá com eles para lá, assim não tem louça pra Marinete lavar segunda-feira e você não fica com a casa suja no domingo...

 

Então, tá esperando o que?

 

Nos vemos no sábado! E leve os amigos!

 

Um abração, até mais!

 

 


Escrito por Tiago Quintana às 09h54

Lançamento

Terça-feira , 18 de Setembro de 2007

 

 

Revista Nova Consciência

(adaptação do texto do Dr. Paulo Urban)
 

 

 

É chegada a hora de todos darem as mãos e se abraçarem em torno do Planeta. A Terra, nossa mãe, nosso chão, nossa morada, está sofrendo.

À entrada da Era de Aquário, a humanidade se encontra em xeque, vivendo o momento cósmico mais crucial de toda a sua História. Fome, guerras, pestes e muitos outros males que assombram os povos ao redor do planeta.

Por isso estamos lançando uma nova publicação:

Nova Consciência


Ela será porta-voz deste novo movimento planetário, que anuncia uma nova ordem espiritual, capaz de curar tanto a Terra como a nós mesmos!

 

As crises, entretanto, precipitam radicais transformações no psiquismo coletivo. Só mesmo mergulhando profundamente em nossa sombra é que poderemos atravessar a escuridão e sair renascidos “do outro lado”, em posse da semente redentora capaz de germinar a nova ordem espiritual; esta semente, pedra Filosofal dos novos tempos, é a Nova Consciência!

Nova Consciência nasce sob a ègide de Aquário e é regida por Urano (que no tarô é representada pela oitava superior de Mercúrio - o comunicador);

Nova Consciência traz, pois, a mensagem de uma consciência ampliada, capaz de expressar de viva alma a realidade desta transformação que já sentimos operar em nosso psiquismo coletivo;

Nova Consciência vem para responder aos anseios de todos aqueles que se esforçam para construir uma sociedade mais justa e sua missão é a de propagar aos quatro cantos a luz espiritual que anuncia novos tempos.

Na noite de lançamento o xamã e médico tradicional andino Carlos Prado Mendoza realizará um ritual de expansão da consciência humana em prol da cura planetária e o médico psiquiatra Paulo Urban lerá o

 MANIFESTO da Nova Consciência.

 

 

 



Data e Local:


19 de setembro de 2007, às 20h.

SESC Pompéia - Rua Clélia, 93 - Pompéia

São Paulo - SP



Escrito por Tiago Quintana às 11h04

Nova consciência - Edição 00

 

 



Prezado amigo,

 

Sou um dos colaboradores dessa nova publicação e estarei por lá na quarta-feira a noite. Será um programa bacana, bem diferente, e uma excelente oportunidade para conhecer pessoas interessantes, sobretudo pela visão humanista desse projeto e pelo perfil diverso dos seus colaboradores.

 

Na primeira e segunda edição da revista ainda não há nada de minha autoria. Eu fui convidado há cerca de um ano pelo editor-chefe da publicação (meu amigo e também peregrino Paulo Urban) para colaborar com esse projeto, no qual também acreditei desde o início.

 

É bom me lembrar do seu entusiasmo ao me apresentar o projeto, em seguida ouvir seu convite (irrecusável) para que eu, enquanto buscador eterno, me integrasse à equipe colaborando para que o mesmo evoluísse. E hoje é uma imensa alegria ver transformado em realidade aquele seu sonho que também me incluia. Esse foi mais um dos presentes que a Vida me deu recentemente.

 

A publicação será mensal, com distribuição nacional. Eu entro apenas a partir da terceira edição, apresentando partes de um belíssimo trabalho fotográfico que produzi em 2003 na Espanha, quando trilhava o Caminho de Santiago. E também com o relato do que foi essa minha experiência única.

 

Se você se sentir tocado pelo chamado e quiser estar conosco, compareça! Será um prazer dividir essa alegria com vocês que habitam nesse outro cantinho mágico da minha vida.

 

 

Um forte abraço, fiquem com Deus!


Escrito por Tiago Quintana às 10h55

belo

Sexta-feira , 14 de Setembro de 2007

 

 

 


"Quem é belo, é belo aos olhos - e basta.
Mas quem é bom... É subitamente BELO!"

 


Escrito por Tiago Quintana às 09h48

simples

Quinta-feira , 13 de Setembro de 2007

 

Felicidade 

Composição: (Luiz Tatit)

 

 A menina e o peixe

 

Não sei porque eu tô tão feliz.
Não há motivo algum pra ter tanta felicidade!
Não sei o que que foi que eu fiz,
se eu fui perdendo o senso de realidade.


Um sentimento indefinido
foi me tomando ao cair da tarde,
infelizmente era felicidade.


Claro que é muito gostoso!
Claro que eu não acredito!
Felicidade assim, sem mais nem menos, é muito esquisito!


Não sei porque eu tô tão feliz...
Preciso refletir um pouco e sair do barato.
Não posso continuar assim feliz,
como se fosse um sentimento inato,
sem ter o menor motivo,
sem uma razão de fato.


Ser feliz assim é meio chato.


E as coisas nem vão muito bem...
Perdi o dinheiro que eu tinha guardado
e pra completar, depois disso,
eu fui despedido e estou desempregado...


Amor que sempre foi meu forte,
não tenho tido muita sorte...
Estou sozinho, sem saída,

sem dinheiro e sem comida
e feliz da vida!!!

Não sei porque eu tô tão feliz...
Vai ver que é pra esconder no fundo uma infelicidade.


Pensei que fosse por aí,

fiz todas terapias que tem na cidade,
a conclusão veio depressa

e sem nenhuma novidade:
O meu problema era felicidade!


Não fiquei desesperado não, fui até bem razoável!
Felicidade quando é no começo ainda é controlável.


Não sei o que foi que eu fiz
pra merecer estar radiante de felicidade.
Mais fácil ver o que não fiz,
fiz muito pouco aqui pra minha idade.


Não me dediquei a nada,
tudo eu fiz pela metade, porque então tanta felicidade?


E dizem que eu só penso em mim,

que sou muito centrado,
que eu sou egoísta...
Tem gente que põe meus defeitos

em ordem alfabética
e faz uma lista!
Por isso não se justifica tanto privilégio de felicidade.


Independente dos deslizes,

dentre todos os felizes
Sou o mais feliz!

Não sei porque eu tô tão feliz!
E já nem sei se é necessário ter um bom motivo.
A busca de uma razão

me deu dor de cabeça,

acabou comigo...
Enfim, eu já tentei de tudo.

Enfim eu quis ser conseqüente.
Mas desisti, vou ser feliz pra sempre!


Peço a todos com licença, vamos liberar o pedaço:
"Felicidade assim desse tamanho
Só com muito espaço!"

 

* * * * * *

 

Uma pena que não consegui o áudio dessa canção... Vasculhei os Youtubes da vida, mas vou continuar procurando e se achar algo coloco o link mais tarde.  Sabe aquelas canções cola tal qual chiclete que a gente fica o dia inteiro com ela na cabeça, cantarolando enquanto sorri? É bacana, perfeita para aqueles momentos de descontração entre pessoas queridas.

 

Um forte abraço, fiquem com Deus! 


Escrito por Tiago Quintana às 09h36

engrenando...

Quarta-feira , 12 de Setembro de 2007

 

Romances...

Estou ficando entediado com a quantidade de encontros bacanas que poderiam ter se tranformado em romance e que não deram em nada, e eu não falo de primeiro encontro casual, sexual apenas... Me entristeço em pensar que me fecho cada dia mais no meu porto quem sabe seguro, que endureço meu coração já bastante cabeludo, e quando penso que estou me amaciando novamente, ganho mais uma cortada, uma invertida, em geral por razões tolas, muito tolas, razões de quem também está traumatizado por insucessos seguidos e prefere jogar na defensiva. Acho cada dia mais difícil voltar a acreditar em relações românticas, acreditar naqueles namoros felizes que vivi em períodos especiais da minha Vida, mas me abstenho no momento de falar sobre amor, amor, amor, amor, apenas para não parecer mais chato e reclamão do que já sou. E não sou só eu que fico mais chato a cada dia...

 

 

Quando eu falo de encontros bacanas, me recordo uma frase do grande filósofo cearense Belchior, aquele rapaz latino-americano sem dinheiro no bolso ou parentes importantes, numa canção sua chamada "Divina Comédia Humana" em que ele diz:

 

"Estava mais angustiado, que um goleiro na hora do gol quando você entrou em mim como um sol num quintal. Aí um analista amigo meu disse que desse jeito não vou ser feliz direito, porque o amor é uma coisa mais profunda que um encontro casual... Aí um analista amigo meu disse que desse jeito não vou viver satisfeito, porque o amor é uma coisa mais profunda que uma transa sensual...".

 

Eu assumo minha responsabilidade. Relacionamento nenhum é fácil e sobre isso eu sei um pouco, aprendi sobre o tema nos meus 40 anos de Vida, faço as contas por alto e concluo que passei mais de 20 anos em algumas relações afetivas que me fizeram crescer, com a grande maioria dessas pessoas me relaciono bem até hoje.

 

Quando digo que assumo minha responsabilidade, é no sentido da até justificável não entrega, aquela coisa de ficar com um pé atrás... Precavido que sou, evito falar das carências que sinto hoje, das alegrias e dores em relações passadas. Não caio na besteira, jamais, de acreditar que encontrei o salvador da pátria. E falo também da falta de perseverença necessária para levar algo adiante, e principalmente da posição defensiva que venho adotando, isso espanta eventuais pretendentes, exceto o mais apaixonado dos seres, ou seria melhor me referir a esses como "os mais carentes dos seres"?

 

Mas deixa rolar.

 

No fundo ainda sei que algo bacana me aguarda.

Ou como diria um amigo: Vida afetiva? Está tudo em cima... Alguém me empresta uma escada? Mas tem que ser aquela de bombeiros senão eu não alcanço...

 

 

Projetos

Felizmente são muitos, o que ocupou bastante meu tempo no último mês, e novos projetos têm surgido. Alguns vão muito bem, outros nem tanto, mas é assim mesmo. Curiosamente os que vão bem não me dão retorno financeiro nenhum, mas são gratificantes e isso conta muito, me fazem me sentir útil e importante sem que a vaidade tome a frente, dão uma nova visão das coisas. Mas como disse meu blogbrother Fabrício essa semana, o mundo é sim capitalista e no final do mês as contas estão todas lá... E os projetos que não vão muito bem são justamente os que deveriam dar grana, eis aqui o problema... Quando a grana é pouco é pouco, não há muito que lamentar, mas quando é mais há que dividir e nem sempre as pessoas compreendem qual a parte que lhes cabe nesse latifúndio... 

 

Purpurina 

O PURPURINA teve a terceira edição no dia 02 de setembro e na minha opinião foi a melhor de todas, apesar da ausência da Profa. Edith, idealizadora do projeto, que viajou com o marido para serem homenageados em uma universidade no sul do país. Foi um pouco frio sem a presença dela, mas fizemos com o carinho que os nossos jovens merecem e eles, mais uma vez, aprovaram.

Exibimos aquele curta lindíssimo da Bárbara Paz, "Minha Obra", quem me acompanha nesse blog há algum tempo deve se lembrar que ano passado, durante o Festival Mix Brasil de Cinema, foi um filme que me marcou muito. Por conta de conseguir uma cópia da obra, bem como licença de exibição, acabei tendo um contato muito bacana com a Bárbara, além de uma grata surpresa que foi falar com o Walmir Sparapane, o lindo que a inspirou a escrever o roteiro.

 

Fica registrado aqui o

nosso imenso agradecimento

ao Walmir e à Bárbara!

Nota 10. Vocês são lindos!

 

Madurões

Problemas de incompatibilidade da minha agenda com a do Elcias dificultaram marcar nova edição. Mas vamos fazer no próximo sábado, 22 de setembro, uma festa da primavera... Estamos elaborando ainda, cada hora surge uma idéia nova e vamos arrasar! Aguardem informações nesse blog e continuem mandando mail para receberem o flyer virtual. Ou manda um comentário que eu aviso!

 

Ateliê

Ficou pronto e lindo, vou tirar fotos e divulgo aqui semana que vem. Já levei boa parte dos quadros que tinha pronto comigo, sobrou espaço aqui em casa (estava tudo meio empilhado...) e agora é dar uma revisada, mudar algumas coisas, fazer um "saldão" para vender estoque antigo a preços acessíveis, sobretudo para ganhar uma grana que possa reinvestir em material (que não é barato...) e produzir uma safra nova.

E torcer para continuar tendo inspiração!

 

* * * *

 

Andei tomando mais algumas rasteiras, mas, descolado que sou e estou, nem cheguei a cair. Estou ainda digerindo e tentando entender o "outro lado"... Compreendo como "parceria saudável" aquela coisa do ganha-ganha. Se só um ganha não é saudável, e não se sustenta a médio prazo, concordam?

 

Uma das coisas mais perturbadoras que aprendi nos muitos cursos de auto-conhecimento que fiz ao longo da Vida é sobre aquele lance da "transferência", que diz eu te acuso daquilo que sou, ou daquilo que faço e que quero esconder. Isso pode até ser válido, não me cabe questionar muito não, mas é extremamente perigoso quando nos orientamos por esse parâmetro para tomarmos decisões em momentos de conflito.

 

Há que considerarmos o vínculo que temos com as pessoas com as quais conflitamos, se o que desejamos é fortalecê-lo ou se já não importa mais esse relacionamento, há que considerarmos o histórico dessa pessoa, as suas e as nossas circunstâncias e darmos o valor correto aos envolvidos e aos fatos. Tarefa árdua, difícil demais... Mas tudo passa, tudo passará, amanhã será um novo dia, há portanto que relevar, que ponderar, há que ter calma e compreensão, e mais que isso, ter compaixão.

 

E é aqui que o bicho pega. 

Relacionamento, ainda tenho muito que aprender...

 

Um forte abraço, fiquem com Deus!

(E me desculpem pela irregularidade nas postagens... Outra coisa, esse desenho eu colei da página de um amigo no ORKUT, não sei se é de autoria dele ou se reproduziu, como não respondeu meu scrap vai sem crédito, por enquanto...)


Escrito por Tiago Quintana às 08h36

fantasmas

Quarta-feira , 05 de Setembro de 2007

 

 

 


Escrito por Tiago Quintana às 20h27


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