BLOGS: Tiago Quintana (Heterônimo+)

salada de lentilha

Segunda-feira , 31 de Dezembro de 2007

Ingredientes.:

500g de lentilha

200g de damasco azedo

3 colheres sopa de azeite

2 colheres sopa de chimichurri

1 colher sopa de alho desidratado

1 colher sopa de sal

 

Preparação.:

Ferva a lentilha com uma colher de sal em água abundante por cerca de 30 minutos, até ficar macia, tomando cuidado para não ficar mole demais.

 

Escorra totalmente a água e, com a lentilha ainda quente, acrescente o azeite, o chimichurri e o alho, misturando bem os ingredientes. Mantenha abafado para hidratar o tempero por uns 15 minutos.

 

Pique os damascos em pedaços pequenos e hidrate-os com água fervente, apenas o suficiente para cobri-los. Deixe curtir uns 15 minutos e então junte à lentilha temperada.

 

Sirva gelado, pode decorar com folhas de manjericão fresco e pedaços de tomate.

 

Obs.: O Chimichurri é encontrado em feiras livres e mercados municipais, é um tempero desidratado composto basicamente por alho, cebola, salsa, cebolinha, orégano, pimentão, tomate, manjericão, pimenta calabresa, mostarda, louro e nóz-moscada. Eis aqui um dos meus truques para o sucesso, minha Vida mudou desde que eu descobri essa maravilha, uso até no arroz-doce, é babado! Só não se empolgue e coloque muito, pois o efeito poderá ser inverso...


Escrito por Henrique às 15h34

mandinga

Domingo , 30 de Dezembro de 2007

Ingredientes.:

1 copo de leite morno

2 colheres de sal fino

1 maço de sálvia

 

Modo de usar.:

Aqueça o leite, dissolva o sal, macere a sálvia, misture e agite bem até formar espuma, passe por todo o corpo, esfregue bem, de preferência dentro de uma jacuzzi enorme, fique se lambusando por uns cinco minutos e depois disso tome seu banho normalmente. Se estiver acompanhado melhor ainda, pode ser feito a dois. E se preferir apenas enxague bem para não ficar cheirando leiteiro, nem use sabonete depois.

 

Objetivos.:

Segundo a minha amiga, mandingüeira que me sugeriu esse banho, o leite junto com o sal tem o poder de aterrar as energias ou vibrações que geram desconforto, de cessar com os pensamentos negativos, e a sálvia atrai boas energias.

Limpeza total... Para um 2008 lindo. E ela sugere que usemos vermelho, além do branco, ainda que num detalhe da roupa. E pede para evitarmos o azul, verde e amarelo...



Desiderata 2008

 

Que todos sejamos felizes.
Que todos tenhamos paz.
Que tenhamos muita saúde.
Que não falte arte em nossas vidas.
Que fiquemos mais sábios.
Que o sofrimento nos esqueça.
Que reine a paz entre todos nós.
 

 

DESIDERATA - Do Latim Desideratu:

Aquilo que se deseja, aspiração.


Escrito por Henrique às 00h01

virgin

Sábado , 29 de Dezembro de 2007

 


Escrito por Henrique às 23h39

árvore de natal

Sexta-feira , 28 de Dezembro de 2007

 


Escrito por Tiago Quintana às 09h47

Garoto do vilarejo

Segunda-feira , 24 de Dezembro de 2007

 

Abrindo caminho aos sorrisos e abraços.
Hoje não mais o triste garoto solitário,
você é aquele amigo estimado que 
nós procurávamos nessa Vida.

 

 

Uma sensação boa toma conta de mim enquanto escrevo. O casamento do meu melhor amigo foi ontem, minha mente acelera, sinto-me profundamente feliz e me emociono com as lembranças dos muitos períodos em que nos amparamos, sorrio com a alma ao me lembrar das muitas confidências que trocamos nesses quinze anos de convivência harmoniosa. Nossas afinidades, que são tantas, somadas às maravilhas de um amor incondicional e a outros fatores diversos, nos tornaram mais que irmãos.

 

Há ainda em nosso relacionamento a cumplicidade de dois seres que buscam evoluir juntos, um puxando a evolução do outro, trazendo os questionamentos dos buscadores que olham além do próprio umbigo. Há também o respeito e uma profunda admiração que conquistamos a cada dia, e nesse momento em que ele se sente na plenitude da sua alegria, meu caminho natural é permitir que sua felicidade me contagie. A felicidade alheia que me contagia.

 

Meu amigo querido casou-se ontem, amigão do peito para todos os momentos dessa jornada, ex-namorado de década e meia atrás e que, de infinito amor e afeto, se tornou o meu melhor amigo. Eu nunca soube a razão ao certo do nosso namoro não ter emplacado, nem importa pois foram alguns meses com tanto sentimento puro junto e num período tão difícil das nossas vidas, não sei se alguém consegue ter essa visão clara de uma separação sem vestir a máscara da vítima ou vestir no outro a máscara do algoz, sei apenas que desde o início tinha comigo que aquela era uma pessoa para toda a vida. Um anjo um tanto quanto desajeitado e dono do melhor abraço do mundo. E é bem mais simples pensar num amigo para conferir essa responsabilidade, a de ser para toda a Vida... E nós nunca nos desentendemos sério, mas em algum instante nos reconhecemos apenas como irmãos e deixamos de namorar.

 

Seu casamento foi uma festa linda que eu tive a honra de ajudar, fazendo o meu melhor, retribuindo como podia toda a ternura e afeto conquistados nesse tempo todo. Realmente não é fácil cuidar de tantos detalhes, mas foram tantos os amigos com amor e disposição para auxiliar que, por mais que eu tenha trabalhado na sexta-feira, no sábado e no domingo, o dia todo num ritmo por vezes frenético, tenho ainda a sensação de que fiz muito pouco, pois conta de gratidão não fecha nunca... Quanto mais a gente faz para compensar o amor do outro, mais ainda a gente recebe amor e isso se transforma numa coisa enormemente linda que só quem está envolvido nesse ciclo virtuoso consegue sentir. Regozijo-me em sua presença.  

 

Sabe aquelas pessoas que conseguem ser queridas e admiradas por muitos e que, mesmo cercadas de gente que gosta, conseguem tratar aos queridos de forma realmente única? Sabe aquele papo de que coração de mãe não tem limite, que sempre cabe mais um? Pois o coração desse meu amigo é meio assim.

 

Seu companheiro, atual esposo, marido, não importa que nome usemos, também é um cara nota 10 e que eu admiro bastante. Uma pessoa que perseverou no sentimento, que em geral compreendeu o seu amado, ainda que por diversas vezes tenha se rebelado ou se indignado com outros fatores. Uma pessoa que aceitou que buscassem juntos as respostas aos questionamentos profundos da Vida e que vem amando profundamente nesses quase 5 anos de convivência. Uma pessoa que também o está ensinando a amar de uma forma nova, reinventada no cotidiano, aquela coisa da verdade criada a dois.

 

"Eu gosto de você, e gosto de ficar com você, seu riso é tão feliz comigo, meu melhor amigo..." Pois não me parece tarefa fácil dividir com o mundo, dividir com tantos amigos, o ser amado. É uma missão para pessoas evoluídas, eu diria; não se render ao ciúme doente, não sucumbir à idéia equivocada de que alguém é algo e que portanto pode ou deve ter um dono.

 

O ritual do casamento foi chamado por eles de "Celebração da União das Almas" e foi abençoado por Deus e pelas famílias num ritual com uso de ayahuasca, o Santo Daime, do qual somos estudiosos praticantes. Havia a figura de um mestre que adaptou o ritual para que a doutrina pudesse abraçar o amor de dois homens. Foram usados elementos da igreja católica, base religiosa das famílias, também do Santo Daime numa linha que chamamos de unificada, pois contém elementos da floresta e também do oriente, como o sufismo, hinduísmo e budismo.

 

Eles entraram num salão dourado de mãos dadas, vestidos de branco, camisas simples com um bordado nas costas feito por um amigo lindo e talentoso, de calça de sarja, tênis... Entraram na plenitude do seu amor, aos olhos da mãe desse meu amigo, uma senhora de personalidade forte que décadas atrás teve dificuldade de assimilar que seu filho tinha uma sexualidade diferente, também aos olhos dos pais do seu companheiro, que tiveram talvez menos dificuldade com essa assimilação, aos olhos dos seus irmãos e irmãs, cunhados, sobrinhos recém-nascidos, crianças ou jovens, todos com boa compreensão do mundo, também  aos olhos dos muitos amigos, vários com seus pares, do mesmo sexo ou do sexo oposto. 

 

Seu pai esteve presente em pensamento, se fisicamente ele não estava mais alí, havia em nossos corações a sua energia, alegre, vibrante, bem humorada e muito forte, e de onde quer que estivesse sabíamos que abençoava aquela união. E foi isso o que a mãe do meu querido disse aos noivos e aos demais presentes, que o seu marido havia abençoado aquela escolha, e verbalizado isso em seu leito de morte enquanto segurava a mão do futuro genro.

 

Praticamente todo mundo estava vestido de branco, o final da tarde nos presenteava com um sol lindo e parecia que tudo aquilo era um sonho. Homens chorando copiosamente, iam aos soluços como crianças frágeis e se consolavam nos ombros de suas esposas também emocionadas, ao mesmo tempo em que outros homens, carinhosamente abraçados aos seu companheiros, manifestavam livremente seu amor e afeto, sem constrangimento algum, na presença de crianças lindas que estão crescendo com a compreensão de que sentimentos de amor são naturais, independem de sexo ou de orientação sexual e que ninguém tem o direito de excluir um semelhante, por razão alguma.

 

Eu chorei muito, de alegria e de felicidade, mas sobretudo de admiração pela coragem desse meu amigo, que mais uma vez me surpreendeu. Chorei sozinho ou nos ombros de quem estivesse por perto, afinal estou sem par, não tenho alguém para chamar de querido quando acordo... Mas isso não me entristece não, sei que a Vida me reserva uma pessoa bacana para seguir comigo na jornada em harmonia e na busca dos valores enquanto casal, enquanto dupla. Por enquanto meus amigos me suprem e me sinto equilibrado, ainda que carente de uma relação realmente bacana.

 

Ao final da celebração eu olhava a decoração do salão, olhava os restos de festa espalhados pelo chão, me lembrava de ter acordado sexta de madrugadinha para comprar as flores no CEASA, do trabalho que tivemos para montar os arranjos, olhava os descartáveis no chão e me lembrava da comida que fiz ou ajudei a fazer, da logística que criamos para cuidar para que 150 pessoas recebessem o melhor. Me lembrava do meu choro e do choro de outros amigos, do quanto todos nós nos sentíamos acolhidos e incluídos naquela celebração.

 

Num instante da cerimônia entrou um áudio com uma gravação do "Small Town Boy" num vocal feminino que no momento me foge o nome, um "hino gay" segundo meu amigo. Ele pediu que logo em seguida seu cunhado interpretasse a poesia original em inglês e que eu fizesse o mesmo com o texto traduzido, numa interpretação livre em português para que todos compreendessem o que nós sentimos em algum instante de nossas Vidas, a exclusão, o preconceito por sermos diferentes. Que responsabilidade! E só eu sei o quanto precisei me segurar para fazer isso direito, pois a emoção era realmente muito forte.

 

Como disse o meu amigo, aquela era uma cerimônia de inclusão. E como nos disse sua mãe:

 

"Eu admiro muito a coragem do meu filho. Meu filho, quando jovem, muitas vezes se sentiu excluído. Muitas vezes, na escola, na família... Mas ele soube transformar essa dor e sempre agregou as pessoas, sempre lutou contra a exclusão, sempre buscou acolher a todos sem julgamentos. Cresceu, trabalhou muito a vida toda e foi aproximando as pessoas, criou esse grupo lindo de amigos, vocês que estão aqui. Eu realmente amo profundamente e admiro muito o meu filho..."

 

E o pai do seu companheiro, na sua manifestação de felicidade disse palavras bonitas também, encerrou dizendo que aquele era o casamento mais lindo que já havia presenciado em toda a Vida e que abençoava aquela união. E eu digo a mesma coisa: foi o casamento mais lindo que eu já presenciei; O casamento do meu melhor amigo.

 

... 

 

Mês passado eu publiquei nesse blog a música citada, Small Town Boy, com a letra original em inglês. É uma canção que eu verdadeiramente amo. Fiquei youtubando para ver se achava a versão apresentada, com vocal feminino, acústica e intimista, de tão profunda navalha a alma. Não localizei. Uma pena, mas vou achar, rezo para isso. Então publico a mesma versão novamente, dessa vez com o texto traduzido, que se para mim já significava muito, agora então posso dizer que é o hino da minha vida. Aliás, das nossas... Pois quem é que em algum instante da Vida não se sentiu excluído? Cry, boy, cry...

 

 

Garoto do vilarejo

Você parte pela manhã
com tudo que te pertence
dentro de uma pequena valise preta.
Sozinho na plataforma
com o vento e a chuva
castigando seu rosto, triste e solitário.

Sua mãe nunca irá entender
porque você teve que partir,
mas respostas que você procura
você nunca encontrará em casa.
O amor que você precisa
você nunca encontrará em casa.

Fuja, afaste-se, fuja, afaste-se, fuja.
Fuja, afaste-se, fuja, afaste-se, fuja.

Abrindo caminho aos pontapés.
Sempre um garoto solitário,
você é aquele de que 
todos comentavam pela cidade.

Como eles te deprimem.

E por mais duros que eles possam ser,
querem te ferir para vê-lo chorar.
Mas você nunca chorou para eles,
somente na sua alma.
Não, você nunca chorou para eles,
somente na sua alma.

Fuja, afaste-se, fuja, afaste-se, fuja.
Fuja, afaste-se, fuja, afaste-se, fuja.

Chore, garoto, chore.

Você parte pela manhã
com tudo que te pertence
dentro de uma pequena valise preta.
Sozinho na plataforma
com o vento e a chuva
castigando seu rosto triste e solitário.

Fuja, afaste-se, fuja, afaste-se, fuja.
Fuja, afaste-se, fuja, afaste-se, fuja.

 

 Para os meus amigos recém casados, Ronald e Leandro, com amor imenso e admiração total... E também para o Silvio e o Felipe pelos momentos de descontração enquanto trabalhávamos com o intuito de fazermos o melhor para o nosso melhor amigo...

Amo, de amor, vocês todos!


Escrito por Tiago Quintana às 19h24

Quinta-feira , 20 de Dezembro de 2007

 

 

 

 


Escrito por Tiago Quintana às 22h30

bobagem

Quarta-feira , 19 de Dezembro de 2007

 

 


Escrito por Tiago Quintana às 14h56

no stress

Sexta-feira , 14 de Dezembro de 2007

 

 

A vida é bela, demais da conta, pra gente ficar se ligando nos egoísmos e picuinhas alheias, mas muitas vezes eu não resisto e é preciso ter educação, bom humor e uma certa malícia para viver numa megalópole como São Paulo, onde as pessoas agem de forma um tanto quanto individualista, para não passar por chato defensor dos pobres oprimidos.

 

 

 

E por mais que pessoas ou fatos muitas vezes nos irritem ou nos façam questionar o caráter da raça humana, eu acredito que deve haver uma chavinha liga-desliga no nosso mental para não entrarmos no movimento delas, e sem julgá-las - o que é bem importante também. Eis o motivo de muitos não se incomodarem com coisas que a outros incomodariam, e muito. Vivemos numa coletividade de pessoas olhando pro umbigo e muito me entristece a falta de atenção que temos com os demais.

 

A vida é de fato bela, razão pela qual não abro mão de manter o sorriso no rosto, mesmo que as coisas não andem bem, de entrar no ônibus falando "Obrigado, bom dia, boa tarde ou boa noite" pro motorista e pro cobrador, mesmo que eles não me respondam ou o façam de forma amarela-vazia, sem emoção alguma, insisto atravessar o corredor lotado pedindo "licença, licencinha, licençona" pro povo sem noção que parece não querer facilitar em nada. Poucos são aqueles que aceitam abrir mão do espaço conquistado, mesmo que temporário, num ônibus que saiu do subúrbio e vai demorar hora e meia pra chegar a lugar ainda menos civilizado.

 

Como não sou santo e tenho um lado bem pentelho que insiste sempre em aflorar, graças ao bom Deus, e ainda por cima sou um cara meio grande, basta estar num ônibus lotado para que, no chacoalhar de uma curva, eu dê aquela encoxadinha "se liga, mano", no jovem sem-noção à frente... Peço desculpas logo em seguida, é lógico, e dou risada no meu íntimo.

 

Me divirto com muito pouco o tempo todo, essa é a verdade.

 

Dizem que se a gente sai de casa sorrindo, distribuindo alegria, sintonizará pessoas também sorridentes que vibram na mesma energia. Gosto de acreditar nisso. Melhor sair de casa buscando bom humor, cedendo a vez para o motorista estressado da fila ao lado que insiste entrar na sua frente sem dar seta, que dar uma buzinada nervosa e xingar o sujeito do que quer que seja. Sem noção todos somos em algum instante do dia, todo dia.

 

Insisto em pedir licença pra menina pra ocupar o assento vazio perto da janela e agradecer logo em seguida, mesmo que a mocinha esteja tão preocupada, com a prova de matemática ou com o namorado que não liga, que nem me ouça e praticamente não se mova e ainda mais: que não me agradeça educadamente também; insisto puxar conversa com as senhorinhas com cabelos de cores íntimas, pessoais, indefectíveis e indecifráveis, ouvir delas sobre qualquer coisa que desconheça, muito mais para que elas soltem a voz e expressem suas impressões do mundo.

 

Muitas vezes são tão solitárias que gastam o tempo do meu trajeto me contando histórias que, se para mim importam pouco, resumem as suas vidas. E chegarão em suas casas limpinhas, se sentindo mais felizes, com aquela sensação gostosa de terem  conversado com um "mocinho" bastante simpático...

 

Quando vejo um mano sentado nas poltronas reservadas, aquelas com encosto amarelo pra cabeça, fingindo que está dormindo, e vejo um senhor de pé nas proximidades, não me intimido enquanto cidadão, faço a ponte e pergunto se "por gentileza você não se incomodaria de ceder o assento para o senhor"... Tem mano que não gosta, me olha com aquela cara sonolenta de "quem é esse viado idiota, pentelho ecologista, militante dos bons modos e da boa educação me enchendo o saco justo agora que minha testosterona está a milhão pensando na mina que eu comi semana passada", mas é um direito que deve ser respeitado. Agradeço olho no olho com um "valeu irmão, valeu mesmo seu mané cheiro de desodorante vagabundo, pau fedido, trepadinha meia-boca com ejaculação precoce!" e sigamos todos na correria nossa de cada dia.

 

Examinemos a nossa consciência, esse é o ponto. E por que não a alheia? Sem lição de moral, que nem sempre serve pra alguma coisa... Nosso dia, por mais conturbado que seja, será mais leve se a gente encarar os que nos cercam como irmãos e fizermos alguma coisa por eles, com bom humor e respeito, o que ao final das contas nos trará a doce sensação de que nosso coração ainda não está tão peludo quanto imaginamos.

 

E dar risada com a Vida é o melhor remédio para curá-la.

 

 


Escrito por Tiago Quintana às 23h05

scrap

Terça-feira , 11 de Dezembro de 2007



Luz, ela é de luz, a minha trajetória é de luz
Firme eu vou seguir até onde meu Mestre permitir
Se me ver cair, ninguém duvide que vou levantar
Que os tropeções são emanações que o Mestre dá.

Perdão no coração, tento entender essa lição
A chave é flutuar na delicadeza da missão
Irmãos que eu encontrar, de novo o meu convite é celebrar.

Que o tempo está passando e o direito é não desperdiçar.


Gê Marques
(
Escola da Rainha - Reino do Sol)

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Escrito por Tiago Quintana às 12h07

Medo do que?

Segunda-feira , 10 de Dezembro de 2007

 

- Medo do que mesmo?

 

 

Era isso o que eu me perguntava no post anterior... Eu não tinha ainda idéia do quanto intensa seria a semana, da imensidão de manifestações de amor, afeto, carinho e ternura de pessoas que eu amo e nem do quanto frágil eu sou. Sim, eu sou frágil... Apesar de ser um cara de porte físico grande, que aos olhos de muitos parece ser um cara forte e duro na queda, eu sou mesmo um garotinho que gosta de colo e que chora assistindo comercial de margarina. A cara de bravo é apenas uma carcaça de defesa... E quanto colo eu recebi nesses dias! Colo de verdade e também colo virtual, que fizeram um bem imenso para a minha alma e para a minha recuperação física. Tanto que, passados dez dias, são praticamente imperceptiveis as marcas da agressão. Ao menos as físicas. E as emocionais o tempo haverá de me auxiliar a secá-las. Já me levantei, já me sacodi e estou dando a volta por cima.

 

No domingo, ainda bastante assustado com tudo, no piloto automático, eu estive com os outros voluntários do AGPH - Amigos do Grupo de Pais de Homossexuais, recebendo os meninos e meninas no Projeto Purpurina. Mesmo bastante machucado trabalhei leve dia todo, das 11hs as 21hs. Praticamente não tinha dormido por conta das dores no corpo todo e dos muitos pesadelos, mas cada abraço, cada comentário afetivo que recebi dos amigos me davam forças para segurar o tranco. Mesmo nas "gafes" dos queridos havia muito amor! Sempre.

 

Na segunda acordei pior, bem pior que no domingo, achei que não conseguiria superar isso tudo. Natural, eu havia gasto uma energia preciosa que não tinha, por mais que tentasse me mostrar a fortaleza que sei que não sou. Escolhi não ir à terapia, estava muito mais inchado que na véspera e com nenhum pique para mais uma maratona. Dormi o dia todo, levantava apenas para comer e tomar vários medicamentos. Desliguei o celular, pedi que não me acordassem caso alguém ligasse em casa. Só a noite é que falei com algumas pessoas, é desgastante ficar lembrando da agressão e contando para cada um, mas é assim mesmo.

 

Na terça-feira tive que acordar cedo e sair de casa, por conta dos exames de sangue periódicos que faço e que estavam agendados para aquele dia. Se eu faltasse teria que remarcar e seria complicado, colocaria em risco minha consulta médica de janeiro, então encarei que não havia alternativa B. Vamos lá, colher 21ml de sangue e checar se tudo está em ordem. Aproveitei para resolver outros assuntos na rua, voltei para casa e hibernei novamente.

Passei o restante do dia descansando, o mesmo na quarta e quinta-feira, sorte ser uma semana que eu estava sem nada mais importante agendado, fosse essa semana estaria bem complicado pois trabalho amanhã e quinta e depois no sábado, domingo e segunda.

 

Na quinta-feira a noite um amigão, um amigaço dos bons, um amorzão de criatura que eu adoro e que me incentiva sempre a buscar o meu melhor, veio me visitar. Just friends, he is straight. Apesar de cansado após um dia de trabalho, pegou a bicicleta e veio aqui em casa, conversamos e ele ainda me ensinou umas técnicas bem interessantes de respiração e alongamento, e me presenteou com uma massagem funcional que durou umas duas horas, incluindo aí o realinhamento dos chakras, em especial o cardíaco, o mais desalinhado. Esse querido, que tinha me visto no domingo, elogiou a minha recuperação e disse que eu devia boa parte dela ao meu bom condicionamento físico.

 

 

Pois então, para quem pensa que malhar é uma futilidade narcisista, saiba que os músculos que conquistei e mantenho com boa alimentação e com meus treinos regulares serviram de amortecedor para as pancadas! Fosse eu o magrelinho que fui até meus 36 anos e por certo teria algumas fraturas, além das muitas escoriações. Mais uma razão para manter o pique e "puxar ferro" três vezes por semana e fazer as aulas de yôga. Se eu já era adepto, agora então mais ainda.

 

Final de semana chegando, os amigos iriam para o sítio, para mais um trabalho espiritual dedicado à Nossa Senhora da Conceição, um dos muitos nomes da Virgem Maria. Eu não ia, seria tentador estar ao lado das pessoas e não poder participar de uma vigília que atravessaria a noite toda, em pé, cantando e bailando. Fora ter que repetir a história da agressão diversas vezes. Sabia que não estava com resistência para tanto. Só que um outro querido me ligou durante a massagem e me fez um convite tão doce que não deu para dizer não.

 

E lá fomos nós, sexta a noite, pra São Roque. Ele não sabia do assalto e se assustou quando já no sítio viu meu olho ainda roxo. Expliquei o ocorrido e ele se prontificou a me fazer uma massagem daquelas "levanta defunto", eu estava com a musculatura bem contraída, fez também uma drenagem nos edemas e assim foi feito na sexta antes de dormir, no sábado ao acordar e de novo a tarde e no domingo, diversas vezes para acelerar ainda mais a recuperação. E como eu já me sentia melhor a cada instante, retribui com o que faço de melhor: fui para cozinha, improvisei um almoço delicioso, bolos e chás pra a galera.

 

Cada um oferece o que tem para oferecer, isso é amizade, convivência harmoniosa, vida em comunidade. Amor.

 

Voltamos no domingo cedo, voltei dirigindo o caro dele pois ele havia passado a noite em claro, na vigília. Eu descansei, mas estava naquela vibração de paz e amor ao próximo. Então revi meus pais, minha irmã e minha sobrinha. A tarde o meu outro amigo, aquele da massagem na quinta, passou em casa e saímos para dar uma volta, ele de bicicleta e eu à pé. Andamos umas duas horas, tomamos água-de-côco e eu percebi que continuava a ser o mesmo cara tranquilo de antes, digo isso pois a noite foi chegando e eu não me intimidei ou fiquei com medo da minha sombra ou de alguma aproximação suspeita.

 

É lógico que depois desse episódio alguma coisa mudou em mim. Eu não sei se saberei expressar, mudou de forma tão sutil e ao mesmo tempo tão profundamente, que é estranho transformar em palavras. Continuo me sentindo um cara forte, pronto para qualquer tranco, mas mais uma vez tenho a certeza da fragilidade da Vida. Diria que me sinto até mais forte que antes, mais uma vez minha proteção física e espiritual foi posta à prova, desapeguei-me ainda mais de coisas que já não importavam tanto e acelerei meu processo evolutivo.

 

Estou mais afetuoso e carinhoso com as pessoas e menos ligado nas pentelhações alheias, nada mais me irrita. Será? Vamos ver.

 

Entre tantas mensagens de solidariedade que recebi, e agradeço imensamente a todos os amigos que se manifestaram solidariamente, uma frase merece destaque: "O medo e a luz não coexistem.. E você é feito de luz, meu amor... Todos somos. E quer saber? Durma sim! Sonhe... Mas acorde também... Não prive ninguém da sua companhia... Não prive a luz do sol da sua companhia! Continue fazendo o que você já faz tão bem: tornando mais especial a vida das pessoas..."

 

Então, não há medo.


Escrito por Tiago Quintana às 23h51

scrap

Quarta-feira , 05 de Dezembro de 2007



Admira a beleza
Defende a verdade
Venera a nobreza
Escolhe a bondade

Assim é que o homem
Será conduzido
Às metas da vida
Aos retos caminhos

Na hora em que age
A paz quando sente
A luz quando pensa

E aprende a confiar
Na regência Divina
Em tudo o que há
No vasto cosmo
No fundo da alma.

Rudolf Steiner
_______________


Escrito por Tiago Quintana às 19h38

Crime de ódio

Segunda-feira , 03 de Dezembro de 2007

 

 

Eu acordei cedo no sábado, não eram nem 8hs e eu já estava ligado. Em geral acordo com boa disposição e bem humorado, mas naquela manhã a sensação de bem estar era tão grande que eu tentava achar uma explicação, quando o correto seria apenas me entregar à tamanha alegria.

 

Minha semana havia sido normal, nada que justificasse aquele sorriso feliz logo cedo.

 

E comecei o meu dia. Bem disposto que estava fui à academia e fiz uma aula de yôga, conversei com alguns amigos, voltei pra casa alegre, almocei um ranguinho que minha mãe havia improvisado com sobras da semana, bloguei e decidi visitar amigos no bairro onde morei por mais de dez anos. Fiz um telefonema, me convidei para estar com eles e assim foi, uma tarde ensolarada na companhia de pessoas queridas jogando conversa fora.

 

Recebo um telefonema e decido ir embora, precisava voltar pra casa, novo banho e novos programas a noite. Pego uma carona até um ponto estratégico, de súbito escolho descer do carro e cortar caminho a pé por um parque, uma linda trilha por onde caminhei diversas vezes ao longo da vida. Cenário de cinema num final de tarde ensolarado. Perfeito!

 

 

Meu amigo me alertou que tomasse cuidado, por conta dos muitos relatos de violência nesse parque. Não dei atenção, afinal sou um cara de paz que não sintoniza esse lance de violência, quarenta anos de idade e nunca sofri violência diretamente, nunca fui assaltado, meu histórico até então era o roubo de um carro dez anos atrás e alguns vários toca-fitas. Nada, se comparado ao que a gente lê nos noticiários diariamente. Nem haveria de me preocupar, quem é que assaltaria um quarentão de shorts e camiseta num parque onde os pais passeiam com seus filhos, onde os jovens correm com seus cães, em plena luz do dia?

 

Mas eu estava enganado, infelizmente. Após uns cinco minutos caminhando, metade do percurso, vejo três rapazes sentados numa pedra fumando um baseado, mas que pelo cheiro adocicado continha também cocaína ou crack. Fico esperto!

 

- Aê mano, me dá um real!

 

Respondi que não tinha e segui meu caminho. Novo pedido, nova negativa. Aperto o passo, sinto o coração apertando. A sensação de bem estar desaparece e sinto medo, um aperto no peito. Olho para os lados, não há mais ninguém além de mim e dos três rapazes que me pediram dinheiro vindo em minha direção. Aperto ainda mais o passo, novo pedido, dessa vez em tom agressivo, sinto que devo correr. Os cães farejam o medo. Uns 200 metros talvez e chegaria à avenida, onde sempre há muita gente. E lá estaria seguro.

 

E saio correndo sem olhar pra trás. Um dos rapazes me alcança e me derruba, chutando a minha perna.

 

- Aê filho-da-puta, tamo falando com você, filho-da-puta.

 

E começa então uma sessão de chutes, uma gritaria histérica de jovens visivelmente alterados por conta de álcool e drogas, pauladas e mais pauladas num ataque de ódio como jamais havia presenciado. E eu estava sentindo isso tudo na pele, a dor de um chute ou paulada na cabeça é algo difícil de esquecer e que não saberia expressar, muito mais que a maior dor que já havia sentido até então. Tiraram a minha carteira do bolso, pegaram meu dinheiro, mas isso não bastou.

 

- Aê, filho-da-puta, não tem um real não né? O que é que é isso, é dinheiro não é? Não tem dinheiro né, burguês safado, viado do caralho, filho-da-puta, não tem né.

 

E mais chutes, mais pauladas e naquele instante pensei que iriam me matar. O ataque não durou mais que um minuto, eu gritava e pessoas vieram em nossa direção, os covardes entraram na mata enquanto eu tentava me levantar. Meu rosto jorrava sangue, por conta de um corte no supercílio, minha camiseta encharcada de sangue, eu achava que estava deformado e que iria morrer. Me vinha a na mente a imagem do Cristo ensanguentado, tive uma crise de choro, senti meu corpo ficando leve e cheguei a pensar que estava indo embora. Que estava morrendo.

 

As pessoas chegavam de todos os cantos e me acalmavam, diziam que todo dia há assaltos ali, mas nunca tinham visto tamanha violência. Uma eternidade se passou, perguntas e mais perguntas que eu respondia no piloto automático, pedi e me levaram até uma bica dágua, tirei a camiseta encharcada, tirei o excesso de sangue do corpo, eu perguntava se meu olho estava fora do rosto, era essa a sensação que eu tinha. Comecei a sentir tontura, achei que iria desmaiar, ânsia de vômito, mais tontura e cada vez mais forte.

 

Mas conseguiram me acalmar, felizmente.

E aos poucos fui compreendendo que estava vivo.

Mas sentindo a morte bem alí, ao meu lado.

Mais um minuto de agressão e eu teria ido embora.

 

Havia apenas um ponto de sangramento na testa, eu não sabia que jorrava sangue daquele jeito e por essa razão o meu corpo todo ensanguentado. Sangramento controlado, as pessoas foram se dispersando, vesti uma malha e um jeans que carregava na mochila. Apenas um rapaz se manteve comigo mais tempo, não sei seu nome, sequer perguntei. Me levou até um ponto de ônibus e se ofereceu para ir comigo ao pronto socorro, me perguntou se eu queria dinheiro ou pegar um táxi.

 

Já no pronto socorro me senti bem fraco, minha pressão caiu absurdamente, quase desmaiei. Mas lá me sentia seguro. Havia ainda sangramento, uma sutura na testa e duas outras no alto da cabeça, três pontos em cada. Escoriações por todo corpo, a maioria nas costas e nos braços, diversos raios-x dos braços e costelas, uma tomografia da cabeça, mas felizmente não havia nenhuma fratura ou coágulo que preocupasse.

 

 

Eu cheguei ao hospital sozinho, não quis avisar meus pais para não assustá-los. Fui medicado e três horas depois voltei pra casa de ônibus e metrô mesmo, sem ninguém e pensando na vida, cheguei bem tarde e fui tomar um banho, aí então é que vi a extensão das lesões. Coisa feia, muito feia. 

 

Somente no domingo de manhã é que fui contar aos meus pais sobre a agressão. Eles ficaram bravos, disseram que eu deveria ter ligado que eles iriam ao meu encontro. Mas eu os conheço e sei que se desesperariam ao me ver naquele estado e isso em nada auxiliaria.

 

Ontem, mesmo detonado, tive que ir ao Projeto Purpurina, sou um dos coordenadores do projeto e as chaves da Escola da Rainha ficam comigo, sou o primeiro a chegar e o último a sair. Passei o dia dopado à base de analgésicos e anti-inflamatórios, bem lesado mesmo, mas ainda assim cumprindo minha tarefa. Hoje é que parei para pensar em tudo com mais calma.

 

Me perguntaram se foi um crime homofóbico. Não creio, mas pode ser que sim. Eu estava sozinho, mas parques em geral são ambientes de paquera e encontros gays e muitas vezes algumas áreas estão demarcadas. Não sei, não saberia dizer, francamente. Mas que foi um crime de ódio, isso é claro. Ao todo me levaram R$ 46,00 mas deixaram minha carteira com documentos e meu celular que estava na mochila, o foco deles era na agressão, na violência, muito mais que no furto.

 

Me perguntaram se eu estava caçando... Não, eu não estava. Os rapazes eram jovens, bem apresentáveis, mas já tenho vivência suficiente para não me arriscar em locais públicos, ainda mais com três pessoas. Não tinham cara de favelados marginais, de bandidos perigosos não. Não lembravam em nada aqueles bandidinhos que a gente vê na Vieira de Carvalho e região, estavam muito mais para aqueles jovens do Rio de Janeiro que recentemente assaltaram e surraram uma doméstica e depois alegaram que pensaram tratar-se de uma prostituta.

 

Lembram mais aqueles jovens de Brasília que anos atrás incendiaram um índio que dormia em um ponto de ônibus pensando que era um mendigo. Eu falo "lembram" por alguma imagem que ficou na minha mente, mas não sei se saberia descrevê-los para um retrato falado.

 

Talvez se encontrar algum deles novamente eu reconheça.

 

Mas é tudo muito recente ainda. Ao longo do dia de hoje por diversas vezes me vinham imagens do ataque, além daquela foto perturbadora do ALI, o Alessandro, que esse ano foi agredido na Rua da Consolação. Eu tive mais sorte que ele, meu ataque foi menor, com menos pessoas e mais rápido. Lembro que na época do ataque ao Ali eu fiquei bastante transtornado, me sentindo vulnerável como nunca havia sentido antes, até escrevi aqui no blog sobre isso.

 

No meu rosto ficará uma cicatriz de uns 3cms acima da sombrancelha direita, que não me permitirá jamais me esquecer desse sábado, que era para ter sido apenas feliz, por todas as coisas boas que aconteceram até eu chegar ao cenário de cinema, onde vivi um filme de horror. Hoje não saí de casa, estou com o olho roxo e preferi dormir o dia todo, acordava para comer e tomar remédios. Falei com amigos, a solidariedade é algo lindo. Diversas vezes me emocionei, principalmente quando minha mãe me contou do almoço de ontem. Disse ela:

 

- Teu primo veio ontem aqui com a esposa e os filhos. Levamos eles na churrascaria, eles nunca comem em restaurante, foi ótimo. Nos divertimos muito e toda hora a gente se lembrava que faltava você. Eu não queria gastar dinheiro, mas teu pai me disse que a gente tinha que comemorar mais um dia de vida e que dinheiro não é nada. Que a gente podia naquela hora estar num velório. Credo.

 

Ela tem razão, falou isso bastante emocionada e me lembrar da emoção dela me contando isso me fez chorar diversas vezes hoje e também agora enquanto escrevo, enquanto escrevo com dificuldade pois meu indicador direito está interditado, dói muito mas não há fratura.

 

E muitas vezes também me lembrei do Édson Néris, aquele adestrador que anos atrás foi assassinado na Praça da República, feliz ao lado do namorado.

 

Esse não teve a mesma sorte que eu e o Alessandro.

 

O pior de tudo é a sensação de impotência que sinto agora. As dores os analgésicos diminuem, meu grande desafio é voltar a andar pelas ruas sem medo... Mas vou dar a volta por cima, mais uma vez.

 

Medo do que mesmo?


Escrito por Tiago Quintana às 23h29

VhivÀvida

Sábado , 01 de Dezembro de 2007

 

Cinco razões para não usar preservativo

 

- O preservativo corta o clima.

- O preservativo diminui o prazer.

- O preservativo é desconfortável.

- O preservativo é dificil de usar.

- O preservativo reduz a sensibilidade.

 

 

 

E mais de mil razões para usá-lo, sempre!

 

Quer que eu liste algumas? Ou nem precisa?

E que a sua consciência aumente à cada dia.

 

Pois ao final das contas,

contrair ou não HIV,

depende de você.

 

EXCLUSIVAMENTE

de você mesmo...


Escrito por Tiago Quintana às 13h22


 m O O n 

Conscientize-se!

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