BLOGS: Tiago Quintana (Heterônimo+)

rede

Domingo , 30 de Agosto de 2009

 

 

Essa semana foi intensa e produtiva, de muita correria. Sobretudo foi bastante prazerosa. Diria que a melhor semana entre as recentes,  semanas complicadas em que muitos dos meus valores foram testados, a minha sanidade mental colocada à prova e coisas que eu temia fortemente aconteceram. Já falei sobre isso em alguns posts abaixo e não vou ser repetitivo. Digo ainda que eu estava merecendo dias  assim, mais calmos e equilibrados. O mês de agosto se encerra muito melhor que o de julho. É o que sinto no meu íntimo. Encerro esse mês mais tranquilo e forte que o anterior.

 

Eu poderia gastar alguns parágrafos dizendo que aos poucos consigo ter a consciência de que não há vítimas nem algozes, que é a minha história de Vida que está sendo escrita e ela continuará tendo mesmo algumas passagens desconfortáveis. Não há nada diferente por aqui. Haverá sim, pessoas honestas e pessoas desonestas, pessoas verdadeiras e fachadas frágeis de verdade. Tudo é uma questão de valores pessoais e da forma de encarar a Vida. O que para mim é parâmetro de honestidade para você pode ser um valor ultrapassado, valores de vitrine e com ares de politicamente correto. A consciência humana permite isso, o que é certo para mim pode não ser para você. E mesmo a minha forma de agir para alguns talvez não seja correta. Nada de novidade, certo? Deixa estar.

 

Uma característica marcante que tenho é a capacidade de me levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. É algo que se chama resiliência, sem precisar recorrer ao mito da Fênix que renasce das cinzas. Não preciso chegar a tanto, acho engraçado aquele lance de que o fundo do poço tem molas, mas não é necessário chegar ao fundo dele para checar se é verdade. Posso parecer cair num poço profundo, mas sou meio herói de estória em quadrinhos que sempre se segura com uma das mãos e acaba não chegando ao fundo. Alguns dizem que tenho dificuldade de digerir meus sentimentos quando contrariado, mas a verdade é que consigo digerir até quando sou agredido, podendo passar uma impressão de que sou tolo. De tolo não tenho nem as penas, e nem tenho pena dos tolos que me acham tolo!

 

Outra característica que tenho e que muito me agrada é a facilidade que tenho de me relacionar com pessoas de diversos estilos e realidades algumas vezes muito distantes da minha. Isso é capacidade de adaptação, com educação, humildade e conhecimentos gerais avançado. O tempo tem me trazido uma elegância e delicadeza que me permitem ser firme sem ser rude. Ser claro sem ser agressivo. E dessa forma consigo o que quero, sem apegos.

 

Eu tenho lido muito. Recentemente passei por um processo de coaching com uma das melhores coach de São Paulo, ao final do processo são apontadas as características marcantes da minha personalidade e como devo usá-las em meu benefício e dos processos ou relacionamentos em que esteja envolvido. E uma coisa que me chamou muito a atenção foi a importância de me colocar em evidência e no centro da roda da minha Vida, buscando parcerias ganha-ganha com pessoas de boa índole, acreditando menos no desfecho positivo das possibilidades e agindo intencionalmente para que aconteçam.

 

Para corroborar esse pensamento o lance é partir para a ação. E foi isso que fiz essa semana, com gratas surpresas, mas vou deixar para detalhar isso em outra ocasião...

 

Afinal hoje é domingo.

Faz um sol lindo lá fora, está rolando muita Vida no planeta e o melhor que tenho a fazer é ir para a rua ver gente...


Escrito por Tiago Quintana às 12h21

liberto

Quarta-feira , 26 de Agosto de 2009


"Tentativas de remover a tristeza é o que sempre estamos fazendo; elas constituem uma vida de limitação e dependência. Uma vida vivida em liberdade, por outro lado, é ver o fato da impossibilidade da tristeza."

 

do livro "Liberdade", de Swami Dayananda Saraswati

 

 

E não é que a mente, antes sempre tão barulhenta, cheia de imaginar situações e todos os desfechos possíveis, tem estado calma? Aqueles ruídos que tanto incomodavam hoje me soam distantes, é como se não fossem comigo; aqueles anjinhos e diabinhos que tanto me encheram a paciência a Vida toda parece que ficaram numa curva qualquer do passado, embora eu saiba que continuam existindo e da importância de vigiar  as lamparinas do meu juízo para que não me perturbem mais.


Da mesma forma a fala, antes verborrágica e visceral, tem estado mansa - afinal qual a importância de falar muito, alegar que foi profundo e tocou as feridas alheias, mesmo sabendo que tudo é performático, tanto a ação quanto a reação? Não que eu não pense em falar o que me vem de súbito, tem  momentos em que eu penso sim, mas como a mente está no comando fica mais fácil dar uma brecada nas ideias e sorrir na certeza de que se  algumas palavras podem ter valor, o silêncio será ainda mais valioso. E perturbador.

 

Eu sempre ouvia dizer que a idade nos traz alguns benefícios e haveria sim de haver alguma compensação do tempo cruel. Ouvir o que os outros têm para falar hoje em dia, importa até mais que falar o que penso. Principalmente ouvir quem não sabe o que tem para falar e fala qualquer coisa.

 

Mas todo esse controle das emoções tem um custo. Esse custo talvez seja o de perder a espontaneidade. Pois me parece impossível manter-se equilibrado mesmo naquelas situações em que você sabe, claramente, que está sendo agredido, violado como cidadão, como familiar ou amigo, como companheiro de jornada. Perder a espontaneidade é não xingar ninguém de filho-da-puta, por mais que se saiba que alguns merecem esse rótulo. Estou sendo, no mínimo, educado - pois tem muito pilantra por perto... Quem te abraça e te diz que te ama , não necessariamente o fará por você, sempre haverá interesses que a gente desconhece...

 

Mas quando eu falo sobre o risco de perder a espontaneidade, isso não se faz perene necessariamente; ela continuará existindo nas alegrias e nas manifestações honestas de afeto e carinho, nos beijos e abraços entre aqueles que se querem bem, e também na sua negação - afinal  eu posso escolher quem eu quero ou não beijar e abraçar, bem como a frequência a e intensidade desses contatos.


Escrito por Tiago Quintana às 12h34

esmolas

Segunda-feira , 24 de Agosto de 2009

Amores esmolhados;  complicados amores...

ex_amores a esmo é coisa ainda mais complicada.

 

"É que amar, amar mesmo

é que é coisa complicada."


Escrito por Tiago Quintana às 00h59

coração

Sexta-feira , 21 de Agosto de 2009

 

 

Recentemente eu comentei por aqui sobre as exposições artísticas que produzi em 2004 e 2005, do quanto prazeroso é pintar quadros e selecionar os que serão apresentados aos amigos, estruturar a forma como isso vai acontecer. Uma coisa importante que aprendi desse mercado de artes é que é um mercado um tanto quanto prostituído, há um pequeno grupo de pessoas que determina que artista deve aparecer, quem deve ser valorizado e quem não, e que esse nem tão pequeno grupo de pessoas ganha bastante dinheiro em cima daqueles que têm talento apenas artístico.

 

Já quem tem, além do talento artístico, tino performático e comercial, faz bonito sem ter que deixar mais da metade do valor das vendas nas mãos dos agenciadores. É uma equação complicada, me lembro que na minha primeira exposição coletiva meu quadro foi vendido por um valor bacana, daqueles de fazer sonhar com uns dias na praia, mas ao final do evento, pagas as "comissões" devidas e os rateios da participação, o valor que recebi foi simbólico e ainda dado em forma de "crédito" para os próximos eventos.

 

Sacanagem. Os oganizadores alegaram ter tido prejuízo. Mas, e a tal da comissão, já não era para cobrir isso tudo? Contas que não batem... Aliás, que contas? Foi quando decidi me aventurar e fazer sozinho, fiz dois eventos bacanas em dois anos e aprendi o caminho das pedras.

 

E quando falo em caminho das pedras é para dizer que o processo como um todo pode ser prazeroso, mas é cansativo e solitário. E é por isso que tiro o chapéu, que reverencio quem insiste em tocar adiante esses projetos malucos que enchem nossos espíritos de questionamentos.

 

 


Escrito por Tiago Quintana às 10h55

arte

Domingo , 16 de Agosto de 2009

 

http://miguelanselmo.carbonmade.com


Escrito por Tiago Quintana às 11h22

esc

Segunda-feira , 10 de Agosto de 2009

abort, retry or ignore?


Escrito por Tiago Quintana às 22h55

bisturi

Sexta-feira , 07 de Agosto de 2009

 

 

Sede de heróis

 

Aponto o bisturi, preciso corte,

e rasgo o santuário do inaudito;

eu vivo feito herói o insone mito,

penetro em terras virgens, busco um norte.

 

Morro danadamente a minha morte,

em fótons visionários ressuscito,

sou Shiva, quatro braços, danço o rito

e beijo o espelhodalma da consorte.

 

Ela me estende a mão e juntos vamos

por pedras, templos, campos peregrinos;

trocamos alianças no alto monte;

 

Em nossos corações deuses meninos

brincam de roda em torno de onde estamos,

casando-nos no Graal da mesma fonte!

 

Paulo Urban

www.amigodaalma.com.br

 

 

Até outubro de 2004 o meu amigo Paulo tinha registrados mais de 300 sonetos, impressos e ordenados numa pasta que ele não emprestava para ninguém. Eu adoro sonetos, desde aquele primário que reza que 'será atento antes e com tal zelo e sempre e tanto' até aquele outro que encerra esse ciclo de juras de fidelidade, o da separação, com as dores todas e as bocas espumando e as mãos espalmadas de espanto.

 

E nessas de adorar essa métrica tive a brilhante ideia de usar seus sonetos para contar minha histórica peregrinação; foi então a primeira vez que a pesada pasta preta com sacos plásticos e sonetos, numerados e datados, saiu da casa do meu amigo. Selecionei 26 deles, um para cada quadro, amarrei minhas pinturas aos textos e criei um espetáculo interativo e informativo que dividi com 150 pessoas. Ficou maravilhoso e montei a exposição numa oficina de luminárias e móveis de ferro, uma pequena serralheria, com um bar e música típica da Galícia.

 

Esse texto era o quinto a ser apresentado, contando da minha entrada na região de La Rioja. Esse é um trecho curto logo após a Navarra, quarto apresentado, os três primeiros tratavam das cores da bandeira francesa e levavam os títulos da revolução. O Navarra era um dos mais lindos, foi vendido por foto antes da exposição. Na sequência as demais regiões da Espanha por onde trilhei, Castilla, Leon, Galícia, País Basco - pinturas e sonetos retratando minha emoção peregrina.

 

Por esses dias, arrumando caixas nos meus armários enfim organizados, achei as placas em acrílico com os sonetos impressos, mas algumas foram embora com os quadros, vou resgatá-los ao menos e publicar por aqui toda a saga.

 

Mas o motivo desse post é que as sensações que tive quando entrei na região de La Rioja, de corte profundo, são muito parecidas com as de hoje e são positivas, de superação sem temores e de encarar o que a Vida me apresentar. Estar descansado mentalmente, mais até que no corpo físico, faz toda a diferença. Me lembro daqueles dias com muito carinho e orgulho das minhas decisões.


Escrito por Tiago Quintana às 11h14

cut

Quarta-feira , 05 de Agosto de 2009

 

Vou passar o dia com a minha esposa Ana Laurinha, a gente dá muita risada junto e eu volto pra casa levinho, levinho. Sabe aquela amizade descompromissada, gostosa e que só te bota pra cima?

 

Está um dia ensolarado e acordei de bem com a Vida, a tal da lucidez perturbadora à qual muitas vezes me refiro tem me auxiliado nos processos de desapego. Nenhuma relação outrora vital que perdemos nos matou, não apenas não nos matou como nos tornou mais fortes e resistentes.

 

Para ilustrar vou, de novo, usar meus queridos Renato Russo e Cazuza, primeiro cantando em alto e bom tom para quem quiser ouvir, "se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar que tudo era para sempre, sem saber que o pra sempre sempre acaba", dizendo que não ter mais Ilusões de que as coisas serão como antes (ou melhores) é um alívio.

 

Segundo para dizer que "raspas e restos não me interessam mais, aliás nunca me interessaram (se é para ser sincero)". Continuem jogando apenas as migalhas aos pombos, não há limite pra ganância humana mesmo, vivemos serenos num mundo de castas e qualquer um que argumentar o contrário é um imbecil cego e tonto.

 

Joguem as suas cobiçadas migalhas, mesmo não admitindo (nem intimamente) que para uns outros vocês serão os vampiros implorando migalhas do que não possuem mais. O tempo lhes tem sido cruel! Sempre lhes faltará algo, quanto mais quiserem obter maior será o esforço para consegui-lo e maior ainda o tal do apego que dizem ter vencido... A Vida é uma troca, a gente nunca sabe se está comprando ou vendendo amor e amizade, nos quesitos de prazer, afeto, carinho, ternura, paciência e essas coisas todas lindas que a gente tanto acha bonito falar, pois sempre haverá quem se sinta contente e recompensado em ser coadjuvante da sua própria Vida em favor da Vida de outro... E que vocês nunca saberão quem é quem - há quem gosta do seu olhar e há quem gosta da armação dos seus óculos. Triste, muito triste, e vocês sabem disso. É a tal da insatisfação perene que eu costumava dizer que via nos seus olhos e da qual vocês sempre reclamavam.

 

Há que nos curarmos, meus amigos, e eu quero sim a Cura.

A Minha, as Suas e a do Planeta. Mas é preciso cortar fundo.


Escrito por Tiago Quintana às 09h35

cure

Terça-feira , 04 de Agosto de 2009

http://wheresthecure.amfar.org

 

Ando recolhido pensando na Vida. Tenho consumido meus dias estudando, pesquisando assuntos diversos que me interessam, estou lendo e relendo livros que recomendo, tenho escrito algumas coisas que por ora acho melhor não publicar.

 

Tenho preferido ficar sozinho, introspecção total sem muitos contatos com os amigos, estou numa fase de turbulências que sei que tenho que superar sozinho, esse blog passou a ser público demais e a prudência com as palavras se faz necessária, sejam elas escritas ou verbalizadas. Muitas vezes o que falamos ou escrevemos sob mágoa do momento pode ter interpretação que só vai atrapalhar quando a encucação do momento passar, portanto é melhor não publicar, e menos ainda falar, o que pode causar contrangimento futuro. Mas as coisas que me aconteceram recentemente inspiram uma novela. Tá foda mas tá passando.

 

Preciso descansar umas semanas, uns meses quem sabe... Pensei nums dias descansando em um lugar simples, uma casinha de pescadores na praia, uma coisa assim du bem... Algum convite irrecusável? E quando voltar estou pensando em fazer um teste vocacional, será que é uma boa? Cada hora penso numa coisa diferente pra fazer na Vida.

 

O que sei é que a Vida está ótima acordando mais tarde.


Escrito por Tiago Quintana às 13h00


 m O O n 

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