BLOGS: Tiago Quintana (Heterônimo+)

belo

Sábado , 31 de Outubro de 2009

 

A gente busca sempre o belo, o confortável e prazeroso. É da natureza humana e não há nada de errado nisso. Mas muitas vezes é partindo dessa busca que alimentamos os nossos preconceitos, e os alheios. Ela passa a ser uma busca insana e sem objetivos.

 

E preconceito é um retrocesso. Sempre. Vemos a todo instante exemplos de pessoas tidas como referência ou de vanguarda, influenciadoras da nossa opinião, que por uma bobeada derrapam nas palavras ou nos gestos colocando sua imagem no lodo.

 

Longe de mim ser uma pessoa totalmente despida de preconceitos. Felizmente. Sou um cara que busca melhorar e sei que estou muito aquém do que almejo.  Embora saiba que já melhorei um bocado. E digo isso, pois, por ter consciência de que algumas vezes torço o nariz para alguma coisa, ou por ter as minhas preferências, fico sempre atento para não cometer gafes. Buscando não perder a espontaneidade.

 

Algumas palavras há muito tempo foram abolidas do meu vocabulário.

 

Mas, ainda assim, vez ou outra acabo dando bola fora. E é muito chato quando percebo que alguém ficou magoado ou se sentiu ofendido com algo que disse ou que escrevi. Muito chato mesmo.

 

Aprendi que pra essas horas não há fórmula mágica. Algumas vezes é bom pedir desculpas imediatamente, assumir que foi infeliz na colocação, em outras é melhor fingir que não se deu por conta da gafe.  Saia-justa. Só que como tenho um semblante denunciador, rapidamente fico vermelho e a voz fica rouca, me dá um pigarro e perco a referência do que estava falando.

 

Literalmente “perco o rebolado”. Daí minha opção por assumir a gafe. Coisas de quem acredita ter o raciocínio rápido, tão rápido que acaba sendo atropelado por ele.

 

E ainda pior que cometer uma gafe é ter alguém por perto para crescer com ela. Isso é muito chato mesmo. Ainda mais chato que a gafe em si. E tem gente que parece sentir prazer em constranger os outros.

 

Mas de tudo, o pior é a discriminação.

 

O preconceito algumas vezes está bastante arraigado, por herança cultural apenas. Quem te educou tinha preconceitos e você os herdou. Apenas isso. Muitas vezes as pessoas não se dão por conta, mas em geral abrem suas mentes quando esclarecidas da forma correta. E a luta contra o preconceito é tarefa diária, de todos nós.

 

Já discriminar é separar. É deixar de lado, é não incluir. É julgar o outro tomando como base os seus valores, muitas vezes equivocados. Você deixa de conviver com alguém pela etnia ou cor da pele, pela orientação sexual, pela condição financeira ou intelectual ou ainda por hábitos alheios que não te dizem respeito, por uma condição física ou de saúde, por uma ideologia ou crença.

 

E é comum ouvirmos coisas do tipo:

 

- Fulano é bacana, é legal, “apesar disso ou daquilo”... Mas não dá para encaixá-lo nesse contexto... Ele não tem roupa adequada, não tem cultura suficiente, não tem dinheiro, não tem um amor, faz isso de mais ou de menos.

 

Que lástima. A Vida é muito curta para ficarmos rotulando quem vale e quem não vale a pena.

 

Mas tudo isso não passa de mecanismos de auto-defesa. Na cabeça de alguns o que rola mesmo é descontentamento, uma insatisfação perene e um grande questionamento:

 

- Como é que fulano consegue parecer tão feliz, “apesar de”...

 

E o destino de quem só busca o belo, o confortável e o prazeroso, parafraseando um poeta, é chorar sozinho num banheiro sujo. Mesmo que o banheiro sujo esteja impecavelmente limpo e lindo, mesmo que do lado de fora haja um monte de gente sorridente festejando a insensatez humana; mesmo que o choro venha silencioso, como uma navalha dos umbrais da alma esquartejando sua alegria efêmera.

 

Tão silencioso que você não se dá por conta de que está chorando.


Escrito por Tiago Quintana às 15h15

orai

Quarta-feira , 28 de Outubro de 2009

 

"As palavras não podem bloquear

o que você tem a dizer"


Joseph Conrad

 

Eu tenho muito a dizer. Ou melhor, em outros tempos eu teria muitas coisas a dizer. Mas me faltam palavras e as que me surgem à mente não expressam com clareza meus pensamentos. Tampouco os muitos sentimentos. Então me calo.

 

Calo a minha voz, calo a minha escrita. Calo até meu olhar. Olhos nos olhos você por certo não compreenderia minha realidade, por certo não compreenderia esse nosso momento. Mas, de verdade, eu compreendo a sua realidade. Há muito tempo. Mais do que você imagina, por mais que não acredite. Compreendo as suas verdades, as suas fraquezas e as suas dores. As suas mentiras também, por mais que as tenha negado; por hábito ou auto-defesa.

 

E, das verdades que escolhi para expressar o que talvez fosse apenas desilusão (a tal visita da verdade), o que fiz foi tão somente interseccionar as minhas verdades com as suas. As suas verdades, serenamente arraigadas em mim, se é que você ainda hoje se lembra delas. Eram realmente verdades? Pois eu as assimilei.

 

Essas seriam então as nossas verdades. Nosso alimento.

 

Sobre isso já conversamos muitas vezes, quando nosso dicionário era o mesmo. E foram dias muito felizes. Hoje eu não argumentaria mais, sequer pensaria questionar os seus argumentos. Afinal, o que são verdades, se não as conveniências do momento? Se não expressões mutantes cuja relatividade não cabe questionar?

 

Se lembra quando a gente acreditava que tudo aquilo seria pra sempre? Pois foi lindo enquanto durou. Mas o poeta já havia nos ensinado a cantar que o pra sempre algum dia acabaria. E eu já estava preparado desde o primeiro abraço apertado, do primeiro beijo na testa (em sinal de respeito, lembra?) e da primeira declaração de amor. E muito antes do primeiro, e derradeiro, conflito.


Escrito por Tiago Quintana às 17h17

ar

Quinta-feira , 22 de Outubro de 2009

Caminho dos Anjos, foto tirada pela Lady Fofa!

P é R ë G R !!!!!!!!!!!!! N à R

(preciso colocar o pé na estrada novamente...)


Escrito por Tiago Quintana às 12h00

paixão

Segunda-feira , 19 de Outubro de 2009

 

 

Nos anos 90 o Ministério da Saúde veiculou uma campanha de prevenção à AIDS, provavelmente próximo ao carnaval, com outdoors que exibiam em letras garrafais:

 

 AIDS  MATA 

 

... Simples assim. Alguém se lembra?


Na mesma época um dos grupos de apoio a portadores do virus, não me recordo agora se o GIV ou o Pela Vidda, veiculou na TV um comercial mostrando um grupo de amigos celebrando seus aniversários de até 10 anos convivendo com o HIV.

 

O texto falava sobre a rejeição dos amigos, abandono por parte da família, preconceitos da sociedade como um todo e do desejo deles de se unirem para se fortalecerem. E do significado daqueles 10 anos de muitas batalhas. O comercial era lindo e me marcou muito, vasculhei o Youtube mas não consegui achar.

 

Isso faz uns 15 anos. Hoje é comum vermos pessoas que con-vivem com HIV e AIDS há mais de 20 anos, e o que é melhor, fazendo planos pros próximos 30...

 

 

 

 

A campanha do ministério me agrediu. Me fez frágil e ainda mais vulnerável. Em geral não gosto das campanhas do governo. Não havia ainda o "coquetel". Mas a da ong me permitiu compreender, felizmente, que se alguém podia comemorar 10 anos de convívio com o virus e a infecção, eu também poderia. E ponto. E isso foi uma das coisas que me fez me apegar à minha Paixão pela Vida. Ninguém quer morrer de AIDS com idade nenhuma, menos ainda com vinte e poucos anos.

 

O link pro site abaixo eu consegui no blog Saudaids, do amigo Paulo - agora morando na cidade maravilhosa e estudando mais um pouco, que é algo que a gente sabe que ele gosta de fazer - no texto ele explica direitinho a inciativa, mas não vou dar ctrl+c mesmo dando os créditos porque eu não acho chique. E também não vou resumir porque eu estou com preguiça, e nem precisa também. Cliquem no link

 

Sobre a campanha, prestem atenção a esse depoimento, independentemente da sua sorologia pro HIV. O coquetel ajuda sim, e muito, mas manter-se negativo ainda é mais sossegado. Só dar mais um clique no logo abaixo. E se quiser continuar clicando, deixe um comentário. Eu vou gostar. Acho chique.

 


Escrito por Tiago Quintana às 20h00

Jeff

Sexta-feira , 16 de Outubro de 2009

HIV em momento de fraqueza...

 

 

 

Mesmo em tempos de informação rápida, eu não tenho por hábito ficar pesquisando sobre a cura da AIDS. Nem de longe é essa uma das minhas ansiedades. Sei que ela chegará um dia e que eu ainda estarei por aqui, vivo e com bastante vontade de continuar vivendo. E quem sabe até mais feliz do que estou hoje. Mas conheço algumas pessoas para as quais essa notícia chega a ser um objetivo de Vida.

 

Meu amigo Jeff* (nome fictício) é uma dessas pessoas. Mas acima de tudo é um bom amigo e um bom informante. Dos melhores, diria. Daqueles que não gostam de internet e o pouco tempo que fica conectado é no google pesquisando com chaves do tipo "cura da aids", "vacina contra hiv". E quando ele descobre algo novo me liga pra contar, daí tê-lo rotulado como informante. Mas é um amigo querido, acima de tudo.

 

O Jeff é um cara bacaníssimo, querido mesmo e a gente se conhece há umas duas décadas. Um cara de bom papo, inteligente, bonito de dar vontade de levar pra casa, de boa família, formado pela USP tem um bom cargo público, mora num apartamento confortável em um bairro bacana e tem um carro novo.  Vive com conforto e sem ostentação, é generoso e um bom amigo, daqueles que se desdobram pelos outros.

 

O Jeff costumava passar férias em lugares improváveis mundo afora e, além de visitar os locais turisticamente sugeridos, sempre arranjava um tempinho para aventuras sexuais. Cada vez que voltava de viagem vinha com um repertório novo. Mas ele se cuidava, de acordo com a cartilha de sexo mais seguro apresentada na época e, principalmente, de acordo com as suas conveniências ou circunstâncias. Nunca foi de namorar sério, quando chegava perto da época das férias e das viagens, dava um jeito de terminar o romance.

 

Numa dessas viagens, leste europeu 12 anos atrás, o Jeff adoeceu. Comeu alguma coisa que não lhe caiu bem, teve vômitos com uma diarréia que o fez perder 5kgs em uma única noite. O Jeff sempre foi magro, daqueles magros sarados, mas perder 5kgs numa noite é muito até para um obeso-mórbido após redução do estômago.

 

Para completar o drama ele estava numa região com poucos recursos e sem domínio do idioma local. Passou por maus bocados, apesar de falar com fluência inglês, alemão, francês, espanhol e italiano. E estava sozinho, nômade (até então feliz), de trem com a mochila nas costas. Acabou sendo internado por um breve período num hospital qualquer. Diarréia controlada, organismo hidratado, antecipou sua volta ao Brasil. Mas já alertado de que a sua resistência estava muito baixa.

 

Chegando ao Brasil, de volta ao seu conforto – carro, casa e convênio-médico – o Jeff teve confirmado o seu diagnóstico positivo para HIV. Apresentava um quadro dramático de CD4 muito baixo, apenas 20 células, carga viral na ordem de milhão de cópias. Até então não apresentava nenhum sintoma, nenhum indicativo de que havia algo de errado com o seu organismo. Seu médico estimou que ele já estava infectado há muito tempo.

 

Naqueles dias o Jeff morreria, no sentido poético da palavra. Morreria para o tesão de viver. E para corroborar sua morte iminente seu médico lhe deu todos os elementos de que ele necessitava.

 

Mas ele não morreu. Iniciou uma terapia antirretroviral e rapidamente mudou o seu destino. Sugestionável que sempre foi teve quase todos os efeitos colaterais descritos nas bulas dos medicamentos. Mas foi seguindo, pois era assim que tinha que ser.

 

Apesar de ter aprontado todas, o Jeff se sentia um injustiçado. Afinal ele “quase” sempre usava preservativos, “quase” nunca se arriscava a fazer o que ele mesmo considerava arriscado. E “quase” sempre chegava em sua casa decidido a mudar o seu comportamento.

 

Namorar passou a ser uma coisa complicada e ele nunca mais teve ninguém. Quando conhecia alguém o Jeff achava que tinha que contar que era soropositivo antes de ir pra cama com o pretendente, isso quando não contava antes mesmo de dar um beijo. E muita gente se assustou, partindo disso ele foi se fechando no seu mundo.

 

O tempo passou e o Jeff envelheceu uns 30 anos em 12. Nós temos a mesma idade, mas ele aparenta bem mais. Não costuma mais sair de casa e nunca mais viajou pra fora do estado de São Paulo. Continua vivendo e morando bem, trabalhando, recebendo em casa os poucos amigos que reservou de uma lista enorme de companhias que tinha para ferver na noite.

 

Ele alega que envelheceu muito por conta da AIDS e dos medicamentos. Se isso faz sentido na sua cabeça não me cabe argumentar, mas eu não concordo. O Jeff, assim como muitos da nossa geração, pagou uma conta alta por ter sido rotulado como grupo de risco, como homossexual promíscuo, e ter se infectado ainda muito jovem.

 

Pesquisar sobre a cura da AIDS é para ele o único objetivo. Ele tem um medo enorme de morrer e por essa razão, a morte certa, não se motiva a viver.

 

Quem não Vive, tem medo da morte.


Escrito por Tiago Quintana às 15h00

paciente

Segunda-feira , 12 de Outubro de 2009

 "Tolerância é paciência concentrada."

Thomas Carlyle


Escrito por Tiago Quintana às 22h00

chic

Sexta-feira , 09 de Outubro de 2009

 

Uma vez eu aprendi que "a menos que você permita, ninguém tem a capacidade de te humilhar".  Vocês já repararam como algumas pessoas sentem prazer em tentar colocar outras em situações de humilhação?

 

Hoje rolou um barraco ligeiro aqui no blog, coisa mínima entre dois leitores muito queridos. Gosto deles e fico feliz quando chegam comentários da Mona e do Dick - aliás de vocês todos, queridos leitores. Mas o Dick se considera "classe A", a Mona diz que é "do povo" e eles se estranharam, nessas horas é que sinto falta dos comentários da Tifanny que com certeza teria chamado os dois na regulagem antes mesmo que eu lesse os comentários.

 

Quem comenta sabe que eu não costumo moderar o que vocês escrevem, deixo publicar direto, e até hoje, com 1255 comentários atenciosamente respondidos, só precisei deletar um deles.

 

Tenho certeza que nem de longe a intenção do Dick foi constranger ninguém. Nem ele e nem a Mona, mas a Mona de alguma forma tomou as dores...

 

Costumo ler o excelente blog "Queridos Leitores" da jornalista Rosana Hermann, onde recentemente ela dissertou sobre os comentários dos leitores. Diz a jornalista: "Neste sentido os comentários são demonstrações do estado de espírito das pessoas. Não como elas são, mas como elas estão se sentindo naquele momento. Se estão iradas, calmas, felizes, ansiosas, satisfeitas, irônicas, tensas. Em geral, as pessoas reagem de acordo com o que leem em cada blog."

 

Tá explicado, tanto a Mona quanto o Dick... Posso não ser "Classe A" mas sou um luxo e além do mais sou lindo. Quem me conhece pessoalmente costuma dizer isso sempre. E sou do povo. Vou ao Pacaembu assistir o meu Corinthians e me infiltro na "Gaviões da Fiel" com a mesma naturalidade com que saio para jantar com a minha mãe, sempre muito chique e elegante.

 

Recentemente convivi com uma pessoa que se achava superior aos demais e que gostava de se dirigir a eles num tom arrogante, com ar de superioridade. Pura fraqueza. O mesmo sujeito tinha sérios complexos por não compreender idiomas, por não ter um curso superior, por ter uma cultura geral bastante limitada e, principalmente, por ser rotulado em seu ambiente como "um moleque brincando de empresário". Mas tá tinha obtido algum dinheiro, estava em ascensão, gostava da ostentação e se achava influente e bem relacionado. Era na realidade um bajulador, um puxa-saco daqueles que vira e mexe aparece por perto e que provavelmente não se sustentará no médio prazo. E o nosso convívio, por força das circunstâncias, era quase que diário. Mas acabou e não ficou nada. Hoje nem ligo e estou mais feliz distante daquele ser.

 

Aprendi também que ao longo da Vida a gente vai criando máscaras e mais máscaras, cujo intuito maior é a auto-proteção. Algum tempo fazendo análise, muitas conversas sinceras com amigos de boa índole e a gente vai sacando o que quer ou não quer pra gente; quem a gente quer e quem não quer por perto, quem a gente quer em lugar de destaque dentro do coração. Quem a gente vai cumprimentar no máximo com um aceno com a cabeça, quem vai ganhar um simples aperto de mão e quem merece um abraço afetuoso e apertado.

 

E outra coisa: aprendi que essas máscaras, mais cedo ou mais tarde, caem. E então o estrago é grande. E que, por mais que nos sintamos desiludidos nessa hora, isso não é ruim não.

 

A desilusão nada mais é que a visita inesperada da verdade.


Escrito por Tiago Quintana às 23h33

insights

Segunda-feira , 05 de Outubro de 2009

"Eu fico no meu canto e não me exponho,

embora ponha a alma na janela.

Eu fico de vigília e não me espanto,

mas cuido de observar e às vezes canto."

Marina Colasanti



"Pássaro preso na gaiola não canta, lamenta".

Autor desconhecido


Escrito por Tiago Quintana às 00h00

exposto

Quinta-feira , 01 de Outubro de 2009

Entre outras coisas boas retornei ao mundo da arte. Voltei a visitar exposições de arte, sobretudo voltei a pintar.

 

O quadro verde ao centro é de minha autoria - Leon, de 2005.

 

Estava há quase dois anos sem produzir nada, várias telas empilhadas e nada de tempo ou inspiração para produzir algo novo ou mexer no que já estava feito. O que conto é que após receber um convite para montar uma exposição aqui no bairro, por conta de uma festa da primavera, quando me dei por conta estava novamente envolvido com tintas e pincéis e outros artistas. Muito bom e aconteceu naturalmente.

 

Quando me perguntavam se eu estava pintando ou se voltaria a pintar, eu costumava responder que "em algum momento eu vou retomar isso, mas não tenho pressa e sei que vai acontecer naturalmente". E assim foi.

 

Interessante que no sábado do evento, depois da aventura com a komboza, quando começaram a chegar os quadros ,eu não tinha nenhuma ideia do que iria montar, de como apresentar o meu trabalho e dos demais artistas para as 500 pessoas já confirmadas no baile. Tive acesso ao local na véspera e por lá havia apenas um tablado de uns 40 metros de área a um metro do chão,  duas escadas laterais, algumas chapas de madeira, muito tecido e uma certa expectativa dos presentes com o trabalho que eu faria.

 

E o resultado ficou muito legal, a reação dos seis artistas convidados e das pessoas presentes ao evento foi extremamente motivadora. Deu um trabalho danado, mas gostei do resultado final.

 

Agora é seguir em frente e não perder mais esse foco.

 

Os paineis à direita são de minha autoria - Missiones, de 2007/2009.


Escrito por Tiago Quintana às 22h27


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